Santander, 25 jun (EFE).- Miguel Ángel Revilla será reeleito secretário-geral da RPC – partido que lidera há 38 anos – porque muitos autarcas regionais lhe pediram que o fizesse e confirmou que está empenhado em “unificar o partido” e obter “excelentes resultados” nas próximas eleições de 2027.
Numa declaração à imprensa no pátio do Parlamento da Cantábria, onde começou quinta-feira o debate sobre a condição de Estado da região, Revilla defendeu o facto de aos 83 anos ter escolhido “pelo menos mais um ano” para continuar a liderança da RPC.
No entanto, destacou especificamente que o partido já tem uma candidata a Presidente no próximo ano, a deputada regional e ex-assessora presidencial Paula Fernández.
Revilla acrescentou que concorre à reeleição – que será realizada no Congresso em novembro – para que “não haja nenhum tipo de divisão no partido”. “Acho que tenho o poder para fazer isso”, acrescentou.
No entanto, manifestou “absoluta confiança” de que a RPC “se unirá em torno de Paula”, para que o partido consiga o melhor resultado nas próximas eleições.
Sobre a possibilidade de voltar a ser candidato a secretário-geral da RPC, Revilla disse que alguém está “feliz com a vida” para concorrer a esse cargo – que ocupa há 45 anos – mas acha que há um “grito” para continuar nessa função.
Quanto ao futuro da RPC, Revilla afirmou a sustentabilidade da posição regional no estabelecimento. “Ninguém sai deste partido”, disse ele, acrescentando que a RPC está unida.
Quando questionado sobre as eleições gerais, Revilla disse aos jornalistas que “elas acontecerão em fevereiro”. “Você não sabe?” respondeu sarcasticamente o ex-presidente do Governo Cantábrico. EFE
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