Deixar redes sociais Eles mudaram suas funções no processo de aquisição. Já não são uma plataforma onde os utilizadores podem consumir conteúdos ou seguir tendências, mas sim uma plataforma onde as pessoas aprendem sobre novas marcas, analisam ideias, comparam alternativas e avaliam se uma empresa inspira confiança nelas antes de tomar uma decisão.
Este comportamento está refletido num inquérito da Deloitte Digital, que revela que 61% dos consumidores em todo o mundo descobriram uma nova marca ou produto através redes sociais durante os últimos 12 meses. Além disso, 46% pensam que as avaliações de outros utilizadores aumentam a probabilidade de comprar nestas plataformas, mostrando que a comunicação digital tem maior influência nas decisões do consumidor.
No Peru, a presença de usuários digitais também mostra o potencial destes canais. Segundo informações da Comscore, empresa global de medição e análise de audiência digital, o país registrou 21 milhões de visitantes digitais únicos até dezembro de 2025.
Adicionalmente, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Informática (AQUI), 91% dos utilizadores da Internet acederam à Internet para comunicar através de correio eletrónico, mensagens instantâneas ou redes sociais, enquanto 80,8% utilizaram a Internet para procurar informações.
“As redes sociais podem ser o primeiro ponto de contato com uma marca, mas também o local onde os clientes podem tirar dúvidas, olhar os comentários e decidir se confiam ou não. Portanto, para as empresas não basta publicar: é preciso pensar em quais informações as pessoas precisam antes de escolher”, disse Willard Manrique, CEO do Crosland Group e especialista em gestão de marketing.

O especialista explicou que a compra deixou de seguir um caminho direto. Atualmente, os usuários podem encontrar produtos em um esfera socialinvestigar seu comportamento em outros espaços digitais, revisar as experiências de outros compradores e então realizar uma compra, seja online ou em loja física.
Neste novo cenário, TikTok consolidou-se como um campo influente na busca de produtos e serviços, principalmente entre o público jovem. O aplicativo deixou de ser apenas um local de entretenimento e passou a ser um local onde os usuários buscam referências antes de realizar uma compra.
De acordo com o TikTok Insights, 85% dos usuários peruanos estão dispostos a comprar produtos relacionados a viagens se os virem dentro plataforma. Da mesma forma, 8 em cada 10 usuários pesquisam mais sobre um item depois de vê-lo em um vídeo e 4 em cada 5 fazem uma compra depois de pesquisá-lo diretamente no aplicativo.
Esses dados mostram que formato audiovisual Podem intervir em diferentes etapas do consumo: desde o interesse até facilitar a comparação de opções. O conteúdo deixa de servir apenas a um propósito e passa a contribuir para a tomada de decisões.
O crescimento de redes sociais Também está relacionado ao ambiente cada vez mais digital. No seu relatório Tendências Digitais: Definindo o Caminho para 2026, a Comscore observa que a inteligência artificial e as plataformas sociais estão a acelerar a forma como os utilizadores encontram informação e conteúdo.

O relatório identifica que os usuários entre 25 e 34 anos são o perfil principal da Gen AI e indica que 28% os utilizam. ferramentas no trabalhoenquanto 41% os utilizam na vida pessoal. Monta-se um cenário onde as decisões começam a se formar entre redes sociais, buscadores, vídeos, avaliações e assistentes digitais.
Para Manrique, a empresa deve repensar como desenvolver a sua presença Internet. “O desafio não é produzir mais conteúdo do que produz. Uma marca pode alcançar, mas se o que ela publica não ajudar a comparar, tirar dúvidas ou entender melhor sua proposta, fica difícil se popularizar. Na rede, a importância é mais que frequente”, explicou.
o confiança Também representa um desafio. As opiniões dos outros consumidores, a opinião pública, a atenção da empresa e a clareza das informações influenciam a percepção de uma marca. A comunicação digital depende não só da mensagem que uma empresa comunica, mas também da experiência que os seus utilizadores partilham.
“As redes sociais não podem mais ser consideradas um canal isolado. O que acontece ali afeta a reputação, a atenção, as vendas e a fidelização; por isso, a estratégia deve estar conectada à empresa. A presença ajuda, mas não basta: a diferença aparece com o conteúdo certo na hora de o cliente tomar uma decisão”, disse Manrique.
A partir de agora, a distribuição do consumo continuará redes sociaismotores de busca, criadores de conteúdo, mercados, análises e ferramentas de inteligência artificial. As marcas que engajarem os usuários durante esta fase de pré-compra terão maiores chances de influenciar suas escolhas.















