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Trump garantiu que ainda está a considerar retirar as tropas dos EUA das bases em Itália

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Roma, 9 de maio (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu neste sábado que “ainda está avaliando” a possibilidade de retirar as tropas americanas das bases militares na Itália, após o último anúncio sobre a redução de tropas na Alemanha.

Numa entrevista telefónica ao jornal italiano ‘Corriere della Sera’, o presidente descartou a possibilidade de uma intervenção militar da Alemanha, mas confirmou que a possibilidade de transferência de tropas de Itália ainda está em cima da mesa.

O Pentágono anunciou na semana passada a retirada de 5.000 soldados da Alemanha, que acolhe um dos maiores contingentes militares dos EUA fora do seu território, embora Trump tenha dito mais tarde que a redução de tropas seria “maior”.

“A Itália não estava lá quando precisávamos. E eu sempre estive lá pela Itália, assim como pelo meu país”, disse Trump, indicando desconforto com a falta de apoio a iniciativas estratégicas recentes.

O descontentamento da Casa Branca começou com a recusa de Roma em utilizar a base de Sigonella, na ilha da Sicília, para missões relacionadas com a guerra com o Irão.

Neste sentido, o Executivo liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni sempre confirmou que Itália “não está em guerra e não quer participar nela”, sublinhando que a utilização das suas instalações é regulada por acordos internacionais e que todas as exceções devem ser concedidas pelo Parlamento “caso a caso”.

Questionado sobre a proposta da Itália de enviar navios para destruir o Estreito de Ormuz assim que a região estiver calma, Trump enfatizou a sua posição: “A Itália não estava lá quando precisávamos deles”.

A entrevista surge apenas um dia depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se ter reunido com Meloni em Roma para aliviar as tensões na sequência de recentes desentendimentos entre Washington e o governo italiano.

Rubio, que se descreveu perante a imprensa como um “defensor da NATO”, destacou que uma das vantagens da aliança é que permite aos Estados Unidos manter as forças destacadas na Europa e ter uma base com capacidade logística “para desenvolver forças em caso de perigo”.

No entanto, aproveitou para criticar que a recusa de alguns países da NATO em permitir a utilização de bases militares “prejudicou a missão” e “causou perigo desnecessário”, mencionando claramente Espanha.

Questionado sobre a situação específica da base em Itália, Rubio garantiu que não discutiu com Meloni a possibilidade da retirada das forças norte-americanas ou da retirada dos EUA da NATO, salientando que tal decisão “está em linha com o presidente”.

Por fim, questionado sobre a carta do Irão sobre a exigência de Washington de um acordo de paz, Trump preferiu não comentar. EFE



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