Redação Internacional, 15 mai (EFE).- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que, numa “missão muito difícil e cuidadosamente planeada” entre o Exército dos EUA e o da Nigéria, foi possível eliminar Abu-Bilal al-Minuki naquele país africano, o “terrorista mais activo do mundo” e segundo no comando do Estado Islâmico (EI).
O presidente, no mesmo dia em que regressou da China, escreveu na rede social Truth Social: “Sob a sua liderança, as corajosas tropas americanas e o Exército Nigeriano executaram com sucesso uma missão cuidadosamente planeada e muito complexa para eliminar o terrorista mais poderoso do mundo, Abu-Bilal al-Minuki, o segundo no comando do ISIS (Estado Islâmico).
“Ele acreditava que poderia esconder-se em África, mas não sabia que tínhamos fontes que nos informavam das suas atividades. Ele não irá mais aterrorizar o povo africano nem ajudar a planear operações contra os americanos”, disse o presidente dos EUA num comunicado.
Da mesma forma, garantiu que, com a morte de al-Minuki, também conhecido como Abu-Bilel al-Minuto, o “movimento global” do Estado Islâmico está “realmente enfraquecido”. Agradeceu ao Governo Nigeriano pela sua cooperação na missão anti-terrorismo.
Em 16 de Fevereiro, o Exército Nigeriano anunciou a chegada de cerca de uma centena de soldados norte-americanos ao aeródromo de Bauchi, no noroeste do país, no âmbito de um programa bilateral de cooperação em segurança que visa reforçar a luta contra a ameaça do terrorismo.
O Nordeste da Nigéria está sob ataque do grupo jihadista Boko Haram desde 2009, uma violência que se agravou em 2016 com a ascensão do seu grupo dissidente, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP).
No noroeste do país, Lakurawa, um grupo aparentemente ligado ao grupo terrorista Estado Islâmico-Província do Sahel (ISSP), tem realizado ataques frequentes nos estados de Kebbi e Sokoto nos últimos anos.
A guerra contra estes grupos intensificou-se desde que os Estados Unidos, juntamente com o exército nigeriano, realizaram vários ataques aéreos no final de Dezembro de 2025 contra posições jihadistas no noroeste do país.















