Na quarta-feira, a agência UDEF revistou uma casa no bairro de Salamanca, em Madrid, ligada ao antigo grupo parlamentar europeu Identidade e Democracia (ID), o grupo de extrema-direita que lidera. Marina Le Pen sim Matteo Salvini. Trata-se, segundo a Efe, de uma investigação sobre o abuso de fundos da UE entre 2019 e 2024.
Segundo a investigação, o bilhete de identidade pago pelo Parlamento Europeu gastou indevidamente 4,33 milhões de euros no seu funcionamento. As destinações incluem doações a organizações não diretamente relacionadas ao trabalho do grupo e contratos com empresas filiadas ao partido.
A ação insere-se num processo ordenado pela Procuradoria Europeia em vários países, como Espanha, Bélgica, Itália e França, segundo informações da imprensa francesa. O mundoO caso está relacionado com um processo aberto em julho de 2025 na sequência de um relatório da Direção de Assuntos Financeiros do Parlamento Europeu, e foi tratado pelo Gabinete Geral de Combate à Corrupção e aos Crimes Financeiros e Fiscais com o apoio de outros serviços.
Entre os usos em questão, segundo a reportagem, estão doações para organizações que não têm ligação direta com o trabalho do grupo e contratos com empresas ligadas ao partido. Em França, Le Pen e o seu partido, Seleção Nacional (RN)foi julgado e condenado por uso indevido de recursos do Parlamento Europeu em outros casos, que levou ao impeachment do líder no ano passado e aguarda decisão do Supremo Tribunal 7 de julho.
“Desde a manhã houve buscas na sede e nas casas dos prestadores de serviços de comunicação com quem trabalhamos”, escreveu o presidente do RN, em X, na terça-feira. Jordan Bardelaque vinculou o processo judicial ao “calendário eleitoral”.
Entre os cadastrados, segundo O mundoa empresa Comunicação GUDcolaborador regular da campanha do RN e o endereço de seu fundador, Paulo-Alexandre Martin.















