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Um escândalo está abalando o hóquei no gelo suíço e ameaçando sua candidatura ao ouro mundial

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Genebra, 17 abr (EFE).- A selecção suíça de hóquei no gelo despediu esta semana o melhor treinador da sua história, Patrick Fischer, após a polémica em torno da não vacinação da covid-19, que abriu uma grande crise no balneário apenas um mês antes do país acolher o Mundial, do qual é favorito.

Na quarta-feira, 15 de abril, a federação nacional anunciou a demissão do treinador de 50 anos, cujo país não estava habituado a grandes vitórias em desportos coletivos, tendo disputado o Campeonato do Mundo duas vezes seguidas, embora não tenha vencido, algo que esperavam regressar em maio por motivos de estádio.

A demissão repentina, que foi anunciada a Fischer enquanto se concentrava na seleção para um amistoso na Eslováquia, aconteceu dois dias depois de o técnico admitir que foi aos Jogos Olímpicos de 2022, em Pequim, com um certificado falso de vacinação contra a covid-19, depois terá que entrar na China.

Fischer, no banco suíço desde 2015, explicou que tomou esta decisão após um difícil conflito de consciência, pois embora não quisesse vacinar, também não suportava o facto de a seleção não ter vencido um importante jogo olímpico, onde os suíços caíram nas quartas de final.

Embora a princípio a federação não tenha reagido negativamente à confissão e elogiado a honestidade de Fischer em tornar público seu erro, a federação optou por removê-lo, devido à pressão da mídia e da torcida.

“A questão dos valores e do respeito, fundamental para o hóquei no gelo suíço, e Fischer não respeitou em 2022”, afirmou o presidente da federação nacional, Urs Kessler, no comunicado em que anuncia a saída do treinador.

De 15 a 31 de maio, o Mundial será realizado em Friburgo e Zurique, e pela primeira vez num país da Europa Central desde 2009, porque o previsto para 2020 em Lausanne e Genebra foi cancelado devido à epidemia de covid-19.

A Suíça, que nunca ganhou o ouro no torneio em sua história centenária, está atualmente em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, país que derrotou por 1 a 0 na final de 2025.

Antes do escândalo, esperava-se que Fischer renunciasse ao cargo após a Copa do Mundo e fosse substituído por outro treinador local popular, Jan Cadieux, uma mudança que foi agora proposta.

Cadieux também alcançou grandes conquistas no hóquei no gelo suíço, embora neste caso a nível de clubes, desde 2024 tenha conseguido ajudar o Servette Genebra a conquistar a primeira Liga dos Campeões para o país. EFE



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