Na declaração do novo governo eleito liderado por Abelardo de la Espriella, a nomeação de Omar Bula Escobar como novo Ministro dos Negócios Estrangeiros não caiu bem no sector mais estreitamente relacionado com o partido no poder liderado por Gustavo Petro.
De facto, após a nomeação de De la Espriella, um dos primeiros a ser notificado foi o ex-diretor da Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (Ungrd) Carlos Carrillo que, através da sua conta X, emitiu um aviso polémico.
Segundo este antigo responsável, o novo Chanceler pretende processar Gustavo Petro, assim que tomar posse, principalmente pela mensagem que enviou no X em que mencionou o ex-presidente.
“Fomos informados que o novo presidente Gustavo Petro é o primeiro alvo da prisão do presidente Gustavo PetroCarrillo observou.

O ex-diretor compartilhou em seu relato uma série de publicações de Bula nas quais mencionava o conflito entre a Colômbia e os Estados Unidos na época devido às divergências entre o presidente de esquerda e seu amigo Donald Trump, o que resultou em severas sanções na época.
“Trump NÃO ameaçou a Colômbia, ele ameaçou Gustavo Petro ad personam – e é isso. NÃO se deixe enganar pela mídia...”; “Aqueles que dizem que se Trump ameaça Petro, ameaça a Colômbia, estão errados. Só o Petro representa os petristas, e isso mostra…”, “Não, sinto muito. Ele disse que “Petro” será o próximo alvo, não a Colômbia…muito diferente…“, e ”O mafioso caiu, Petro está desaparecido!!!” algumas das mensagens de Omar Bula compartilhadas por Carlos Carrillo.
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo, De la Espriella anunciou na quarta-feira, 8 de julho de 2026, na cidade de Cúcuta, a nomeação de Omar Bula Escobar como Ministro das Relações Exteriores, nomeação que, segundo ele, o país busca para restaurar “autoridade, respeito e liderança” no cenário internacional e reorganizar o Ministério das Relações Exteriores com perfil estrangeiro.
O anúncio ocorreu durante a nomeação de seis ministérios para o novo governo, que marca a formação do gabinete nas áreas da educação, transportes, comércio, habitação, desporto e justiça.

De la Espriella apresentou Bula Escobar como uma diplomata com experiência em situações de conflito, missões humanitárias e representação em vários continentes.. O presidente eleito confirmou que esta viagem será uma decisão num processo que descreveu como inédito para a diplomacia nacional.
Ao explicar a escolha, declarou que o futuro chanceler era “absolutamente NENHUM”, fórmula que procurou enfatizar a singularidade do funcionário escolhido para chefiar o Ministério das Relações Exteriores. Salientou ainda que a sua administração será apoiada no conhecimento, na autodisciplina e na visão estratégica “para reconstruir e gerir o Ministério dos Negócios Estrangeiros como nunca antes”.
As instruções políticas que acompanharam a nomeação foram concretas: profissionalizar o serviço exterior e proteger os interesses da Colômbia com “simplicidade e pragmatismo”. Numa mensagem citada pela mídia, De la Espriella vinculou este trabalho ao objetivo mais amplo de posicionar o país no mundo.
“É hora de a Colômbia restaurar a sua posição legal entre os países e liderar novamente com integridade, maturidade e resultados”, disse ele. O anúncio terminou com outro slogan: “Assine pela diplomacia! Assine pela Pátria!”
A nomeação de Bula Escobar foi apresentada como parte central da nova administração do governo. O presidente eleito confirmou, conforme afirma este jornal, que o Ministério das Relações Exteriores tem um papel importante a desempenhar na restauração da presença do país no cenário internacional.















