São Salvador, 8 de julho (EFE).- Autoridades de segurança de El Salvador revelaram esta quarta-feira a apreensão de 6,68 toneladas de cocaína, feita em junho passado, e destacaram a “visão e determinação” do presidente dos EUA, Donald Trump, na sua luta contra as drogas.
A apresentação da droga, avaliada em 167 milhões de dólares, e dos seis estrangeiros presos com o esconderijo – quatro cidadãos colombianos e dois equatorianos – ocorreu na Capitania Portuária de La Concordia, no departamento de La Paz, a setenta quilômetros de San Salvador.
A droga foi trazida em dois barcos apreendidos pela Marinha Nacional de El Salvador nas águas de Bocana El Cordoncillo, no Estero de Jaltepeque (Pacífico), onde a maior parte das apreensões de drogas nos últimos anos foram feitas no país centro-americano.
O ministro salvadorenho de Segurança Nacional, Gustavo Villatoro, destacou que “esta nova explosão histórica contra o narcotráfico marca a leveza do gabinete de segurança” que “há mais de sete anos vence as organizações criminosas”.
“Já faz algum tempo que celebramos isso aqui, graças à visão e à intensidade do presidente (Donald) Trump, outros países do continente se juntaram à luta e não somos os únicos, os salvadorenhos sofreram este golpe”, disse Villatoro.
A apreensão de 6,68 toneladas de cocaína em junho passado, que o presidente Nayib Bukele descreveu como “o mais poderoso ataque ao tráfico de drogas na história de El Salvador”, soma-se a mais de 6,6 toneladas de alcalóides feitas em fevereiro deste ano.
Segundo dados oficiais, em 2025 as autoridades salvadorenhas apreenderam mais de 25 toneladas de drogas, a maior parte delas cocaína, no valor de mais de 618,7 milhões de dólares, enquanto em 2024 foram apreendidas mais de 17,2 toneladas no valor de 422,7 milhões de dólares.
De acordo com o relatório do Departamento de Estado dos EUA “Estratégia Internacional de Controlo de Narcóticos 2025”, El Salvador continua a ser um país de trânsito para o tráfico de droga, embora tenha reduzido enormemente a utilização de estradas e forçado os traficantes a trabalhar no mar.
Os Estados Unidos e quase vinte países da América Latina – incluindo El Salvador – e do Caribe assinaram em março passado um acordo para combater grupos “narcoterroristas”, durante a conferência de abertura da ‘América Contra o Cartel’ em Miami.
O acordo compromete os países a “combater ameaças futuras no interesse da comunidade e a lutar juntos contra o ‘narcoterrorismo’ e outras ameaças partilhadas no Hemisfério Ocidental”, disse o secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth. EFE
(Foto) (Vídeo)















