A prisão de um homem acusado de matar seu irmão e esconder seu corpo em uma lixeira em Fusagasugá, Cundinamarca, causou comoção na comunidade.
Em apenas 16 horas após a ocorrência do crime, as autoridades conseguiram identificar a pessoa que alegadamente cometeu o crime, devido à investigação conjunta da Polícia Nacional e do Ministério Público.
“Numa forte reacção, a Polícia Nacional, através da unidade principal do crime, juntamente com a unidade de inteligência policial e o Corpo Técnico de Investigação (CTI) de Cundinamarca do Ministério Público, detiveram por ordem judicial um homem de 45 anos, identificado como responsável pelo homicídio do seu irmão”, disse o procurador.
O caso começou na terça-feira, 7 de julho, quando os dois irmãos dividiam uma casa no município de Fusagasugá, no norte do país. Segundo informações dos investigadores, o homicídio ocorreu dentro de casa e em seguida o suposto agressor tentou se desfazer do corpo. A vítima foi colocada em um saco plástico azul e deixada em uma lixeira, para ocultar o crime e complicar a investigação.
Em resposta ao alerta, os agentes de segurança analisaram imagens de câmeras, reuniram depoimentos e recolheram provas físicas que lhes permitiram obter um mandado de prisão e revistar a casa dos irmãos.
“Na investigação, esse homem que foi preso hoje cometeu o homicídio em sua casa, e depois escondeu o corpo em um saco plástico azul e depois o deixou em uma lata de lixo. Graças à análise das câmeras de segurança e ao trabalho com o Ministério Público, foi possível identificá-lo e obter um mandado de prisão”, disse o Ministério Público.
Durante a busca, especialistas forenses usaram reagentes especiais para identificar vestígios de fluidos biológicos que pareciam ter sido limpos na tentativa de destruir provas. Além disso, foram encontrados paus e armas cortantes, que têm relação com o homicídio em investigação.
As autoridades determinaram que o homem detido tentou alterar a cena do crime e destruir provas importantes, o que testou a capacidade dos investigadores para reconstruir os acontecimentos e fortalecer o processo criminal.
Num processo célere, o Ministério Público apresentou o suspeito a um juiz de fiscalização de fiança, acusando-o do crime de homicídio qualificado com adulteração de provas físicas.
Após análise dos elementos apresentados, o juiz ordenou medidas de segurança intramuros, para que o arguido não fique em liberdade durante a investigação.
“O trabalho da polícia forense permitiu verificar que o detido tentou destruir e alterar os elementos de prova que o ligavam ao incidente; no entanto, o trabalho técnico e científico permitiu reunir provas básicas para reforçar o processo de investigação”, refere a acusação.
A Polícia Nacional confirmou que a cooperação com os cidadãos é essencial para esclarecer o assunto. As reclamações e informações fornecidas pelos moradores da área permitiram que os investigadores agissem com rapidez e precisão na identificação dos responsáveis e na coleta de provas.
As autoridades reiteraram o apelo aos residentes para que continuem a reportar sobre segurança e convivência, lembrando que a participação activa na comunidade é essencial para prevenir e resolver crimes como este.
“A Polícia Nacional agradece à comunidade de Fusagasugá pela oportuna informação prestada, essencial para o esclarecimento desta situação. Da mesma forma, os cidadãos são convidados a denunciar qualquer situação que afecte a segurança e convivência dos cidadãos através do número de emergência 123”, afirmou a Polícia Nacional.















