Berlim, 17 jul (EFE).- A Alemanha e a França concordaram em reforçar a cooperação no domínio da segurança, em geral, e no domínio do desarmamento nuclear, em particular, no âmbito do conselho ministerial franco-alemão, liderado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
“Criamos um grupo estratégico cuja única tarefa é ver como melhorar a nossa defesa. A oferta de cooperação nuclear francesa foi proposta antes, durante o reinado de Charles De Gaulle (1959-1969). Naquela altura não a aceitámos porque a situação mundial não o exigia, mas agora temos uma situação diferente”, disse Merz durante a sua reunião.
“Pela primeira vez participaremos de forma regular nas atividades nucleares francesas para ver como melhorar a cooperação. Estamos indo passo a passo, pode haver uma nova doutrina no final, mas é muito cedo para dizer”, acrescentou.
Segundo comunicado do Ministério da Defesa de ambos os países, a cooperação franco-alemã não pode substituir a dissuasão nuclear da NATO, liderada pelos Estados Unidos.
Já em Março passado, houve uma declaração dos dois governos sobre o aumento da cooperação no domínio da prevenção nuclear.
Foi agora acordado que no último trimestre deste ano as tropas alemãs participarão nos exercícios nucleares franceses.
Também foi acordado continuar a estreita cooperação na produção de armas.
A este respeito, Merz apontou o fracasso do projecto denominado Future Combat Air System (FCAS) em Junho, que pretendia desenvolver um caça europeu de sexta geração, mas mitigou a desilusão industrial e indicou que parte da iniciativa ainda pode avançar.
“Para nós, o FCAS não é apenas um projeto de caça. É muito mais do que isso, é um sistema. E, no longo prazo, é mais importante do que caças”, disse ele.
Por outro lado, Berlim e Paris anunciaram que tanto a Alemanha como a França participarão na acção militar na Europa de Leste que foi acordada durante a última reunião da “Coligação dos Voluntários” no início desta semana em Paris.
“A ação internacional deve mostrar a prontidão dos países que apoiam a Ucrânia em termos de garantias de segurança se a guerra na Ucrânia terminar”, disse o ministério num comunicado.
Merz, por outro lado, destacou a importância de apoiar a Ucrânia na luta contra a agressão russa para a segurança da Europa.
“O nosso apoio conjunto à Ucrânia desempenha um papel importante na nossa segurança. Ambos os países fizeram a sua parte e continuarão a fazê-lo”, assegurou.
“O nosso objetivo é a paz que garanta a soberania da Ucrânia e a segurança na Europa”, sublinhou.















