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Repressão à imigração em Chicago deixa muitos comerciantes com medo

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Na pequena cidade de Chicago, a chegada de agentes fronteiriços criou uma atmosfera de desconfiança na comunidade imigrante. Muitas pessoas sem estatuto legal optaram por ficar em casa, temendo ações violentas, mas outras, como Ofelia Herrera e o seu marido Rafael Hernandez, resistiram à tendência colonizando o tradicional trabalho de rua mexicano.

Apesar do cenário caótico marcado por protestos açucareiros e policiais, o casal, que está no ramo há 18 anos. Eles acreditam que não trabalhar não é apenas estabilidade financeira, mas também apoia o medo psicológico e a depressão que muitas outras pessoas do seu grupo têm. “A única coisa que se pode fazer é acreditar em Deus e não ter medo”, disse Herrera, enfatizando a sua culpa em relação à fiscalização da imigração.

A pequena cidade continua a ser um centro vibrante para os imigrantes mexicanos, repleta de restaurantes e lojas, mas o clima atual forçou muitos vendedores a ajustar os seus horários de trabalho ou mesmo a ficar em casa. Alguns membros da comunidade chegam ao ponto de organizar a compra de vendedores ambulantes, o que lhes permite evitar qualquer interacção com as autoridades.

O casal, do México, atravessou para os Estados Unidos em busca de melhores oportunidades. Eles têm dois filhos e, embora não tenham conhecimento da repressão à imigração, a sua filha de 16 anos enfrenta a possibilidade de ser detida pelos pais, querendo a protecção da sua política.

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Com vendas estimadas em cerca de 75% desde o início da “Operação Midway Blitz” em 8 de setembro, Herrera e Hernandez a maioria de seus amigos não se mudaram para o exterior por medo de serem presos, o que é uma opinião sobre a estratégia de maior implementação que parece afetar a todos, mesmo aqueles com ficha limpa.

As autoridades dizem que se concentram em deter as pessoas que cometem crimes, mas as estatísticas mostram que a maioria delas não é condenada por crimes. Uma análise mais aprofundada dos vendedores ambulantes, que muitas vezes não são especialistas em negócios locais, suscitou críticas daqueles que argumentam que tais medidas não têm em conta os imigrantes.

Em resposta à atmosfera de medo e incerteza, os casais foram cautelosos nas suas atividades diárias. Eles permanecem conectados às redes sociais que os alertam sobre eventos de aplicativos próximos e lhes permitem navegar pelos desafios com mais segurança. Eles reflectem sobre a sua longa viagem do México a Chicago e mostram compromisso com as suas vidas americanas, e aceitam a perspectiva de regressar ao México caso sejam presos, mas na esperança de evitar tal situação.

Esta situação realça as difíceis realidades enfrentadas pelas famílias imigrantes nos Estados Unidos, colocadas pelos desafios de viver sem estatuto legal e pelo desejo e sentimento de pertença à sua comunidade a longo prazo.

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