Embora o país já conheça a primeira punição emitida pelo Ministério da Educação contra a Universidade de Cartagena, que não pareceu se comover com as denúncias de vários estudantes por causa do assédio sexual e da violência, só agora surgiram as histórias das vítimas.
Aliás, disse uma das meninas, chamada Catalina (nome criado para proteger a sua identidade), em entrevista ao jornal. MUDAR seu sonho de ingressar em uma universidade pública e se tornar administrador de empresas logo se transformou em uma provação.
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“Ele me seguiu até a faculdade, inventou coisas sobre mim, foi na minha casa, éramos amigos, ele pagou minhas contas, fizemos sexo”disse Catalina, falando sobre o assédio de uma colega mais velha que, segundo seu depoimento, a seguiu até sua casa e continuou a torturá-la.
Essas ações, iniciadas em 2021, continuam afetando a vida da jovem que recebe tratamento psiquiátrico desde 2021. A instituição enfrenta agora a primeira punição histórica do Ministério da Educação contra uma universidade pública por falta de diligência no atendimento a denúncias de violência de gênero.
O Ministério concluiu que a universidade, o reitor William Malkún Castillejo e o reitor José David Patiño Mercado não cumpriram as suas responsabilidades ao não fornecerem uma resposta eficaz.
O depoimento colhido por MUDAR Eles mostram experiências além de cada caso. Natália, também estudante de Administração, relatou que foi agredida sexualmente pelo chefe de departamento da faculdade.
Em sua declaração sobre o crime, Natalia descreveu: “Ele me pegou à força nos braços e me obrigou a fazer sexo, causando muito sangramento nas minhas partes íntimas e um grande choque dentro de mim, na minha mente, do qual não me recuperei até agora”segundo informações obtidas na imprensa nacional.
Perante o Observatório para a Igualdade de Género, Natália confirmou ter recebido avisos sobre o possível cancelamento da licenciatura e ameaças indiretas no âmbito académico desde que fez a denúncia.
Isso inclui professores. Doris Ortega, advogada criminal e defensora pública, disse à imprensa nacional que a sua demissão do cargo de professora em dezembro de 2023 foi uma resposta a um confronto com o reitor da Faculdade de Direito, Álvaro Salgado González, a quem descreve como “brutal”.
Ortega destacou que “minha renúncia, a justificativa da renúncia do meu agressor, o reitor Álvaro Salgado González, foi que não verifiquei meu título”. Ele acrescentou que nenhuma ação disciplinar foi tomada contra ele e que houve assédio e intimidação generalizados na escola.
Outro professor – que não quis ser identificado – Ela denunciou ao mesmo reitor por assédio e intimidação no trabalho e disse que enfrentou ameaças de demissão e vergonha pública.
“É uma pessoa que viola as regras de respeito à dignidade e demais direitos da mulher, bem como as regras de assédio no local de trabalho”, afirma a denúncia conhecida pelo Ministério Público. MUDAR.















