Madrid, 24 abr (EFE).- O Governo manifestou esta sexta-feira a sua total calma relativamente à possível consideração dos Estados Unidos de expulsar Espanha da NATO porque garante que o Tratado de Aliança não o permite e, portanto, o seu compromisso com a defesa comum não está em dúvida.
A possibilidade de a administração de Donald Trump suspender Espanha como membro da NATO aumentou, conforme noticiou a Reuters, num email interno do Pentágono por causa da posição do Presidente do Governo, Pedro Sánchez, sobre a guerra no Irão.
O próprio Sánchez minimizou o assunto numa declaração à imprensa em Nicósia, onde participa numa cimeira informal da União Europeia.
O Presidente do Governo enviou primeiro uma mensagem calma e pensou que “não há disputa” porque é um parceiro fiel, cumpre as suas obrigações e trabalha com os seus aliados, “mas sempre dentro do sistema jurídico internacional”.
Além disso, confirmou que o Executivo não trabalha com e-mail, mas com documentos oficiais.
Fontes governamentais sublinharam que não há preocupação porque não é uma posição oficial e porque o texto do Tratado da NATO não contém a possibilidade de expulsar um dos seus membros.
Estas fontes lembram-nos que esta não é a primeira vez que a administração americana anuncia que foi proposta a saída de Espanha da Aliança.
O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs esta expulsão em outubro passado, quando entendeu que a Espanha não respeita os seus gastos.
Algumas declarações depois da polémica de que Sánchez, na reunião da NATO realizada no ano passado em Haia, foi o único líder da Aliança que se recusou a comprometer-se a conseguir despesas de defesa de 5% do PIB do seu país.
Em resposta a estas palavras de Trump, o governo disse estar muito calmo e enfatizou que a Espanha cumpre os seus objetivos na NATO como os Estados Unidos.
O Executivo reafirmou esta quinta-feira este argumento face a este e-mail que se acredita ter sido do interior do Pentágono sobre a posição de Espanha sobre o ataque dos EUA ao Irão, que o Presidente do Governo considerou não respeitar o direito internacional.
Além disso, a Espanha não permitiu que os Estados Unidos utilizassem as bases do país em Rota e Morón, num ataque ao Irão.
Se as respetivas agendas se concretizarem, Sánchez e Trump reunir-se-ão dentro de dois meses e meio na Turquia, já que a capital, Ancara, acolherá a cimeira anual da Aliança nos dias 6 e 7 de julho.















