A decisão da administração de José Balcázar de nomear o economista Hernando de Soto como primeiro-ministro do governo de transição que lidera provocou uma reação imediata no domingo por parte dos legisladores de diferentes grupos.
A congressista de Fujimori, Patricia Juárez, pediu para sair do conflito e, ao contrário do seu grupo parlamentar, considerou necessário apoiar o novo chefe de gabinete.
“Acho que o que precisamos fazer agora é ignorar qualquer conflito entre os peruanos. Resta muito pouco tempo (para as eleições gerais). RPP.
Quanto a De Soto, 84 anos, destacou o seu trabalho e a sua reputação no cenário internacional. “Ele é uma pessoa muito especial. Já é uma pessoa que é referência peruana, muito visível no exterior, um importante consultor internacional, tem ideias, algumas são interessantes, como, por exemplo, a formalização da mineração, que é um problema pendente, uma dívida que o Congresso tem”, disse.

“Acho que é uma pessoa que inspira respeito pelo trabalho que desempenha e esperamos que consiga liderar da melhor forma esta transição para a nova administração. Por isso desejamos ao senhor Hernando de Soto muita sorte no seu trabalho”, acrescentou.
Juárez reiterou a importância de acabar com o conflito político e destacou que, se for necessária a aprovação de alguns membros do gabinete, isso deve ser feito. Por fim, pediu ao novo presidente do conselho de ministros que tenha cuidado devido ao seu curto mandato. “Devemos pedir ao senhor Hernando de Soto que não pense em fazer grandes reformas ou grandes mudanças, porque na verdade não terá tempo para isso”, apelou.
O deputado José Cueto, da Renovación Popular, expressou confiança nos economistas. “Lembrem-se dos livros que ele tem promovido ao longo dos anos em muitos países que tentam ajudar, especialmente as pessoas mais pobres”, disse na mesma estação de rádio.
Ele enfatizou o trabalho acadêmico e o enfoque social, embora tenha evitado a possibilidade de extremos na liderança política. “Mas espero que não seja do lado público. Tenho certeza que será”, disse ele.
Cueto também comentou que já realizou reuniões com economistas e valorizou seu conhecimento do país. “Eu o conheci ao longo dos anos e ele me parece uma pessoa sã, é alguém que conhece profundamente o Peru e, esta é uma ideia muito pessoal, espero que ele realmente aceite”, disse ele.
Ao ser questionado sobre os nomes que deverão compor a nova equipe ministerial e a possibilidade de dar continuidade a alguns dos ministros que estiveram com o presidente deposto José Jerí, o parlamentar evitou avançar com posicionamento e destacou que a decisão cabe exclusivamente ao Executivo.

“Essa é uma decisão do Governo, será feita com o senhor De Soto. Se há algo para restaurar e dar algum tipo de resultado, é um bom momento”, disse, embora tenha insistido que a discussão não deve girar em torno dos limites do poder ou da orientação partidária.
“Aqui não se trata de inverter a balança de um lado ou de outro.” Aí vamos perceber quem realmente esteve lá, por um lado, a enviesar este tipo de votação que se fala muito neste momento e há aí um conflito, então pelo menos não vejo com clareza”, acrescentou.
Por sua vez, o legislador e ex-presidente do Conselho de Ministros, Guido Bellido, confirmou que as mudanças devem ser feitas quando uma administração não funciona, mostra erros ou não responde às necessidades do país.
“Mas aqueles que trabalharam e obtiveram bons resultados, acredito que devem continuar”, afirmou. Questionado sobre a longevidade do chefe da economia e do interior, evitou comentar e repetiu que esta decisão é da exclusiva responsabilidade do presidente.















