A chefe de gabinete, Denisse Miralles, informou na quarta-feira que o governo interino do presidente José Balcázar não aceitou a renúncia oferecida pelo Ministro da Saúde, Luis Quiroz. “Falei ontem de manhã com o ministro, antes de ele apresentar a sua carta, ele disse-me que se trata de um assunto pessoal”, disse durante conferência de imprensa.
Miralles explicou que, após falar com Quiroz, manteve uma reunião com o chefe de Estado para analisar a situação. “Estamos no meio de uma crise difícil, (…) estão a acontecer várias coisas (…) Então ele continua a trabalhar”, disse, notando que, neste momento, “não está à procura de alguém que o substitua”.
O primeiro-ministro indicou que Quiroz deve lidar com a falta de medicamentos, coordenar os esforços contra a dengue nas zonas afectadas pelas cheias e responder à falta de insulina que chega aos hospitais do Ministério da Saúde (Minsa), EsSalud e também às farmácias privadas nas principais zonas.
Para cerca de 20 mil peruanos com diabetes tipo 1 – a maioria crianças e jovens – este medicamento não é uma opção, mas o único obstáculo entre a vida e a morte, segundo um relatório da ONG Lucas – Una Misión de Vida e da Associação de Diabetes Juvenil do Peru (ADJ).

Miralles garantiu que o ministro já apresentou um “plano de trabalho” e espera que “terá uma solução até ao final desta semana, pelo menos para iniciar este procedimento”.
“A questão da insulina é da região, até de outros países. Não é que estejam mortos, mas são tratados, estão aleijados e assim que o fornecimento for restabelecido e tivermos certeza disso, o serviço certamente estará lá”, afirmou.
Segundo a ONG, a insulina desapareceu das farmácias de Cusco, Arequipa, Tacna, Huánuco, Loreto e Trujillo. Em Lima, a situação também é crítica. Centros médicos como o Hospital Infantil (Breña), o Hospital Dos de Mayo, o Hospital Loayza e o Hospital Rebagliati esgotaram completamente as suas reservas.















