A Embaixada de Israel no Japão rejeitou um documento enviado por vários grupos de sobreviventes da bomba atómica no país asiático, que criticava os ataques israelitas e americanos em território iraniano há um mês.
O Conselho de Sobreviventes da Bomba Atômica de Nagasaki informou que os israelenses se recusaram a ler até mesmo as declarações feitas pelos sobreviventes, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo. O grupo explicou que o documento lhes foi devolvido pelos correios, que afirma que a Embaixada “não o aceita”.
“O documento foi devolvido sem sequer ter sido lido. Acho que eles se tornaram intolerantes”, lamentou o presidente do Conselho, Shigemitsu Tanaka, 85 anos.
No início de março, esta organização e os outros três grupos que sobreviveram às bombas atómicas – lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945 – emitiram um comunicado contra o ataque ao território do Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Enviaram então o documento, que pedia um “cessar-fogo imediato”, às embaixadas dos países envolvidos na guerra, que a missão diplomática israelita no Japão recusou ler.
A organização japonesa de sobreviventes da bomba atómica Nihon Hidankyo, que ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2024, também emitiu uma declaração apelando a um cessar-fogo no Médio Oriente. Ele, por outro lado, garantiu que os ataques americanos e israelenses “desrespeitam o direito internacional”.















