Como parte dos esforços do ICE para transferir latinos para os Estados Unidos, na manhã de terça-feira, 21 de abril, soube-se que autoridades de imigração haviam detido ilegalmente um colombiano que pretendia buscar asilo naquele país.
De acordo com a notícia divulgada por Rádio caracolo cidadão conhecido como Carlos Rodelo foi deportado dos Estados Unidos, mas não para o seu país de origem, mas sim enviado para a República Democrática do Congo sem uma explicação clara das autoridades norte-americanas.
A vítima contou ao jornal o momento difícil que passou durante sua prisão e transferência para um país desconhecido.garantindo que ele fique sempre confuso pela falta de protocolos e informações sanitárias desde o momento de sua transferência.
Tudo parece indicar que um grupo de imigrantes sul-americanos, incluindo Carlos Rodelo, foi deportado de Alexandria, EUA, para Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, no âmbito de um programa de deportação de países terceiros.

No entanto, Rodelo faz parte do programa de proteção CAT, um sistema estabelecido pelas Nações Unidas para proteger os migrantes que correm o risco de serem torturados nos seus próprios países.portanto, os países que assinaram a Convenção contra a Tortura, incluindo os Estados Unidos, estão proibidos de devolvê-la à Colômbia.
Devido ao seu estado de saúde pessoal, as autoridades norte-americanas informaram-no da sua mudança para a capital congolesa sem comunicar o motivo, a imigração ou detalhes de saúde, como os requisitos de vacinação contra a febre amarela.
“Perguntei por que me transfeririam para cá, porque a princípio pensei que me transfeririam para Barranquilla. Disseram-me: “Não, não vamos levar você para Barranquilla ou Colômbia, vamos mandar você para o Congo, para a África”. E eu disse a eles o porquê, mas eles nunca deram uma explicaçãoRodelo disse no rádio.
Neste momento, o colombiano permanece em Kinshasa, juntamente com outros migrantes, sem saber quanto tempo aí terão de permanecer e esperar por uma solução para regressar ao seu país.

Durante a entrevista, Rodelo explicou que os funcionários da imigração agiram muito rapidamente para garantir a sua transferência para outro continente enquanto ele e a sua família esperavam por respostas sobre o motivo da sua deportação para o Congo.
“Quando acordei, estava em um avião, com as mãos e os pés amarrados, viajando por vinte e quatro horas.“, disse o colombiano Rádio caracol. Kinshasa foi o ponto final da viagem que compartilhou com os imigrantes da Colômbia, Equador e Peru.
O migrante garantiu que não houve tempo para discutir o seu estado de saúde nem para informá-lo da necessidade da vacinação contra a febre amarela, obrigatória para entrar na República Democrática do Congo.

“Nunca me contaram nada sobre a vacina amarela. Além disso, eles nunca me deram uma entrevista em que me perguntassem se de repente eu estava com medo do meu futuro neste país. Não existe tal coisa. E eu entendo que para ir para um desses países, pelo menos dez dias antes, eles te dão essa vacina.. Eles não falaram comigo sobre vacinas nem nada, nem com nenhum de nós aqui. Eles simplesmente nos deixaram presos aqui e foram embora”, comentou Rodelo.
Segundo o imigrante, receberam documentos temporários daquele país de sete dias a três meses, mas as condições para sair daquele país não são claras, além da incerteza do método e do possível custo do regresso à Colômbia e a outros países.
“O tempo é suposto durar aqui sete dias. Deram-nos um visto de sete dias e outro visto de três meses. É disso que precisamos para vir para cá. Dizem que estão a preparar todos os documentos para nos enviar para o nosso país. Mas a verdade é que falta gente para preparar”, disse Rodelo quando o faremos. Rádio caracol.















