Mais do que zumbido ou zumbido nos ouvidos Tem orelhas afetando milhões de pessoas em todo o mundo, aparecendo como assobios altos, bipes ou sons sem fonte externa conhecida. Para alguns, esse sintoma é temporário, mas em outros casos torna-se um desconforto de longo prazo que afeta a qualidade de vida.
O zumbido, definido como a sensação de som sem estimulação externa, pode ter diversas causas. Os profissionais de saúde auditiva recomendam consultar um médico caso o zumbido persista ou interfira nas atividades diárias, para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), O zumbido é um dos sintomas mais comuns de infecções de ouvido e pode ocorrer em qualquer idade.
Não é considerada uma doença, mas sim um sintoma que pode alertar sobre alterações na saúde do ouvido ou de outros sistemas do corpo. De acordo com Jackie Clark, PhD, fonoaudióloga clínica, o zumbido pode estar associado a condições subjacentes e às vezes interfere na sua rotina diária. Além da percepção de sons inexistentes, pode causar problemas de sono, ansiedade ou depressão, segundo a revista médica. A Lanceta.

- Ruídos altos regulares: Afeta principalmente trabalhadores industriais, músicos e militares. O ruído alto danifica as células ciliadas na base da cóclea, o que pode causar zumbido e perda auditiva, diz a médica Catherine Palmer.
- Lesão na cabeça ou pescoço: Acidentes ou quedas podem danificar o ouvido interno, os nervos ou o cérebro. Após as convulsões, é possível ouvir sons fantasmas. Nos soldados expostos à explosão, o zumbido pode ser mais intenso e variável.
- Bloqueio do canal auditivo por gordura: Uma formação ou massa anormal do tímpano pressiona o nervo auditivo, o que pode causar zumbido ou perda auditiva. A remoção do bloqueio geralmente resolve os sintomas, diz Jackie Clark, PhD, fonoaudióloga clínica.
- Congestão nasal grave: Um resfriado, gripe ou infecção sinusal pode pressionar o ouvido médio e as vias nasais, estimulando o nervo auditivo e causando zumbido. Se os sintomas persistirem após a constipação, é recomendável consultar um médico.
- Medicamentos ototóxicos: Medicamentos como os utilizados na quimioterapia (cisplatina), certos antibióticos ou diuréticos de alça podem danificar o ouvido interno, causando zumbido, perda auditiva e distúrbios de equilíbrio. Não é recomendado alterar o tratamento sem supervisão médica.
- Disfunção da articulação temporomandibular: Problemas nos músculos, ligamentos ou cartilagens na região da mandíbula podem causar dor facial, estalidos ao mastigar e zumbido. Pode ser necessária uma consulta odontológica ou um especialista em cabeça e pescoço.
- Alterações nos níveis de glicose (diabetes): As alterações metabólicas afetam o fornecimento de oxigênio e glicose ao ouvido interno. O zumbido pode ser um sinal de desequilíbrio metabólico, destacando a importância de controlar o diabetes e monitorar a audição.
- velhice: Após os 40 anos, é comum ocorrer perda auditiva e zumbido, que piora com a exposição a sons nocivos. Os aparelhos auditivos modernos podem ajudar a reduzir o impacto dos sintomas.
- Doença de Ménière: Os distúrbios do ouvido interno incluem zumbido, perda auditiva, vertigem e pressão, associados a um desequilíbrio de água no ouvido. Mudanças na dieta e na medicina podem reduzir os sintomas, mesmo que a doença seja crônica.

Soluções e tempo para entrar em contato com especialistas
O tratamento do zumbido depende da causa identificada. Em alguns casos, remover a obstrução do ouvido, descongestionar o nariz ou tratar uma condição médica específica é suficiente para reduzir o desconforto. Se o zumbido for persistente ou afetar a vida diária, os fonoaudiólogos recomendam consultar um especialista.
O cuidado profissional pode incluir uma abordagem de estilo de vida para o zumbido, como sonoterapiaapoio psicológico ou uso de próteses auditivas. A automedicação e qualquer alteração na medicação prescrita sem supervisão médica são desencorajadas.

Embora a pesquisa médica continue, ainda não existe uma solução definitiva para eliminar completamente o zumbido. Portanto, o apoio profissional e o manejo individual são as principais estratégias para quem convive com esse sintoma.















