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Moldávia sobre o decreto russo para a Transnístria: eles querem que mais pessoas sejam enviadas para a guerra

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Berlim, 16 mai (EFE).- A presidente da Moldávia, Maia Sandu, criticou este sábado o decreto russo que facilita o processo de concessão de cidadania aos cidadãos da região moldava da Transnístria, e destacou que é um sinal de que Moscovo precisa de mais tropas para enviar para combater na Ucrânia.

“Eles podem precisar que mais pessoas sejam enviadas para a guerra na Ucrânia”, disse ele quando questionado sobre o assunto num painel na conferência Lennart Meri realizada no fim de semana em Tallinn.

“É provavelmente uma forma de tentar ameaçar-nos novamente, porque a Rússia não gosta das nossas ações de anexar a Transnístria. Tomamos medidas económicas e financeiras”, acrescentou.

Sandu alertou que os cidadãos da região separatista deveriam “pensar duas vezes” antes de aceitar a oferta e obter a cidadania russa.

Desde o início da guerra na Ucrânia, enfatizou, a maioria das pessoas na região escolheu a cidadania moldava, porque com ela “se sentem mais seguras”.

O presidente moldavo também acusou a Rússia de bloquear a entrada do seu país na União Europeia, transmitindo ao público moldavo que Bruxelas não leva “a sério” a integração.

“Seguimos e queremos ver a UE tomar a decisão certa para que possamos continuar, porque caso contrário ajudará a Rússia na sua narrativa”, frisou.

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou na sexta-feira um decreto que permite que cidadãos estrangeiros ou não cidadãos com mais de 18 anos que vivam permanentemente na Transnístria obtenham a cidadania russa simplificada.

O documento estipula que os residentes da Transnístria podem solicitar a cidadania russa sem ter que viver permanentemente em território russo, dominar a língua russa ou conhecer a história e as leis russas.

Em Abril passado, o secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, garantiu que Moscovo não seria impedido de anexar a região separatista para proteger os cerca de 220 mil cidadãos russos que vivem na Transnístria, oficialmente parte da Moldávia. EFE



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