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Gustavo Petro não descartou a possibilidade de troca para libertar policiais e militares sequestrados pelo ELN: “Perguntei ao Inpec”

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Autoridades e policiais colombianos continuam a ser sequestrados pelo ELN, que está submetendo sua libertação à troca de prisioneiros – crédito Presidente da Colômbia/Reuters

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, falou sobre a possibilidade de o governo realizar um intercâmbio humanitário para ver a libertação de soldados, policiais e funcionários do governo ainda sequestrados pelo Exército de Libertação Nacional (ELN).

Em entrevista concedida a Rádio caracolO Presidente Nacional destacou a situação de dois membros do Corpo Técnico de Investigações (CTI) do Ministério Público, que estão detidos por grupos guerrilheiros desde 8 de maio de 2025 no município de Fortul, departamento de Arauca.

Segundo o chefe de estado, O Executivo começou a contactar o grupo ELENO, que propunha a libertação de intercambistas para reclusos da organização com problemas de saúde e idosos.em um sistema chamado ‘troca’.

“Começamos a contactar o ELN sobre este assunto e a recomendação que recebi do ELN é que há reclusos com vários problemas de saúde, alguns deles são idosos (…) e a resposta que dei foi que não tenho qualquer problema com o facto de as pessoas serem tratadas por razões humanitárias.“Petro comentou na referida rádio.

No entanto, o presidente sublinhou a forte rejeição deste número, considerando que continuará novamente de uma forma que não se via desde os tempos das FARC.

Não concordei com a troca, fui contra a troca durante as FARC, porque a troca é uma espécie de tráfico de pessoas.”, ele perguntou.

No entanto, o presidente informou que solicitou ao Instituto Nacional de Penitenciárias e Penitenciárias (Inpec) um relatório sobre as condições de saúde dos presos identificados como integrantes do ELN, lembrando que a responsabilidade do Estado pelas medidas de cassação de sua liberdade é inevitável.

Pedi ao INPEC que se informasse sobre as condições de saúde destes presos que o ELN diz serem das suas fileiras (…) porque o governo, independentemente da origem dos presos, deve cuidar deles. Ou seja, eles não podem morrer ou tornar-se insalubres. No nosso país, o caso da prisão não está em conformidade com a Constituição, disse o Tribunal, e continua”, afirmou.

Na sua resposta, Petro distinguiu entre o caso dos padrões nacionais e a aceitação de trocas políticas. Ele explicou que qualquer liberação pode acontecer sem base legal para isso: “E se há alguém que merece ser libertado da prisão pelos padrões do país, então é libertado

Manifestou também o seu desconhecimento se a posição do ELN mudou nos últimos meses, lembrando que a proposta do grupo foi recebida durante as negociações de paz entre o Governo e o grupo guerrilheiro, ao qual reiterou a sua suspensão devido aos ataques registados na região do Catatumbo.

Não tem nada a ver com o processo de paz. Eles não estão no processo de paz com a Colômbia, eles próprios o impediram quando entraram e mataram 200 agricultores em Catatumbo.”, destacou.

O parecer apresentado por Gustavo Petro explica que, embora a sua administração não pense em negociar uma troca de reféns para os prisioneiros do ELN, permanece aberta a rever a situação de cada um dos detidos por razões humanitárias, sob o estrito sistema jurídico colombiano. A libertação de funcionários sequestrados fica a critério exclusivo do grupo armado.



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