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A moda de Bogotá traz criatividade e resiliência para Madrid se abrir na Europa

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Madrid, 20 de maio (EFE).- Vestuário artesanal, materiais sustentáveis ​​e inovação têxtil foram populares nesta quarta-feira em Madrid, num desfile de sete empresas de assinatura colombiana que reivindicam o artesanato e o luxo sustentável como a marca que entrará no mercado europeu.

Os designs de Mónica Fonnegra, Cardiaca, Cueros Unipiel, PLUR, SAÁG, Dunia Shoes e Revolución Urbana desfilaram na Real Academia de Belas Artes de San Fernando com uma proposta que combina artesanato, experimentação têxtil e processos sustentáveis, e chegaram a Espanha como parte da programação da 25ª edição da Fashion Week 41 Andalusiaia.

“Madrid é muito importante para nós porque é a porta de entrada para a Europa”, disse à EFE Ovidio Claros Polanco, presidente executivo da Câmara de Comércio de Bogotá, promotora de atividades internacionais (PUENTE), que transformou a capital espanhola numa plataforma internacional para estas empresas de Bogotá.

Claros Polanco destacou as relações comerciais entre Espanha e Colômbia e a sua cooperação na área da moda, indústria que, segundo ele, reúne cerca de 33% dos empresários da capital colombiana, em setores como couro, calçado e joalharia.

“Mostramos pela primeira vez que uma câmara de comércio faz esse tipo de aposta para apoiar a internacionalização dos designers”, acrescentou sobre uma indústria que reúne quase 35 mil empresas e gera cerca de 120 mil empregos em Bogotá.

A designer Mónica Fonnegra disse à EFE que a sua marca nasceu “para conscientizar e inspirar o mundo, conectando-se com o coração através da moda”, através de elementos feitos de materiais reciclados e do artesanato com comunidades indígenas.

A sua proposta, focada na utilização de fibras naturais e na transformação de materiais, insere-se no segmento de luxo sustentável que ganha cada vez mais espaço no mercado europeu e, na sua opinião, mostra que o artesanato “dá qualidade de vida, pagamento moral e reconhecimento do trabalho de quem cria cada peça”.

A Fonnegra apresentou ‘MATRIA’, uma coleção inspirada no rosto da mãe, “incluindo a Mãe Terra”, que incorpora o reaproveitamento de tecidos, tecidos, botões e resíduos industriais transformados em roupa “para a vida”, numa aposta “ultrafeminina, forte e em contacto com a natureza”.

Por sua vez, María Camila Mossos, criadora de Revolución Urbana, destaca que a sustentabilidade de sua marca não está focada apenas na reciclagem de materiais, mas em “incluir pessoas” nesse processo.

A empresa desenha calçado a partir de resíduos urbanos e materiais recuperados, como pneus e rodas, através de um processo artístico que envolve sapateiros e artesãos seniores com o objetivo de preservar o conhecimento tradicional.

“Sempre dizemos ‘de rua em rua’ porque recolhemos pneus de espaços públicos e os transformamos em calçado através de um processo artístico e industrial”, explica Mossos, que procura estabelecer uma proposta que une sustentabilidade, cultura urbana e mudança social através do design.

O designer, cuja marca apresentou em Madrid ‘La calle’, uma coleção inspirada no ambiente urbano como espaço criativo, destacou o artesanato por detrás de cada peça como uma mais-valia e garantiu que espera que o público europeu “compreenda todo o trabalho e amor” por trás de cada sapato, para além do produto final.

A apresentação em Madrid faz parte do (PUENTE) Internacional, patrocinado pela Câmara de Comércio de Bogotá – empresa que colabora com a EFE na divulgação deste conteúdo – para promover a visão externa de designers e empresas criativas da região.EFE



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