Somos vítimas do ódio, do desprezo, da dúvida, da insegurança – que tentamos esconder atrás de máscaras, de linguagem, de identidade. As redes sociais e a tecnologia deram origem a várias formas de discurso de ódio. Não há nada de novo nisso.
Quais são as razões para isso? Talvez o sistema que passa por ‘poder’, ‘ter’, ‘saber’, ‘ter’, que se expandirá para ‘aplicar’, ‘mentir’, ‘matar’, que mudará a realidade como um truque de mágica.

Em Jogaro trabalho ofereceu Sexta e Sábado no dia 20 em Artehaus, Matias Umpierrez contém em cinco blocos diferentes cenas e situações reais onde o ódio mostra seu poder, cruzadas com uma história ficcional – a de um ator latino que quer fazer parte de normal de Hollywood – para prestar contas de si mesmo. Racismo, desigualdade, perseguição, tortura, fascismo de todos os tipos, tecnologia extrema apareceram no palco para criar uma crítica.
Durante cerca de cem minutos, o público se depara com uma exibição sonora, visual e emocional Matias Umpierrez começando com o objetivo de abrir questões que nos desafiam como humanos. Onde iremos parar? parecem flutuar na sala quando as cortinas caem.

Utilizando registros – com suporte real -, IA, performance, teatro de objetos, análise e com forte apoio à pesquisa histórica, do juiz Mostra desprezo há séculos e é familiar.
A documentação do texto e da atuação solo do ator é única, para a parte exigente. Além disso, destacam a arte plástica das máscaras hiper-realistas e dos gatos – que apoiam a proibição do abate em massa destes animais em França no século XVIII – que ganham vida com mecanismos que fariam inveja aos melhores relojoeiros.

Jogar Detém-se na ficção de um ator latino nos Estados Unidos para destacar os muitos casos em que a xenofobia e a desigualdade estão presentes na cor e na realidade. e ele jogar Os dos antigos mensageiros são as desculpas e o início de discursos que se misturam e se alimentam há milhares de anos. E onde está o Ficar?
A exata adaptação do material oficial e simbólico que Jogar orgulhoso, oferecendo a possibilidade de uma análise abrangente do ponto de vista antropológico e sociológico do comportamento humano, do seu comportamento perante o mundo, consigo mesmo e com os outros. A música eletrônica e as luzes estroboscópicas promovem a sensação de sufocamento vivenciada ao saber que, além de ser arte, é nada mais nada menos que um reflexo da realidade.
* Jogar Será apresentado na sexta-feira, 22 e no sábado, 23 de maio, às 20h, na Arthaus (Bartolomé Mitre 434, CABA).
(Foto: Dominik Valvo/Estúdio Matías Umpierrez)















