A Controladoria-Geral da República emitiu um novo alerta sobre a situação da Air-e, empresa responsável pela prestação de serviços de energia em diversas filiais da região do Caribe, lembrando que a intervenção do Estado tem sido marcada por um aumento no custo das obras e uma diminuição do investimento necessário para garantir a qualidade do serviço.
De acordo com a notícia publicada pela Jornal da semanaO órgão de fiscalização manifestou preocupação com o impacto financeiro e operacional das medidas impostas à empresa, após quase dois anos de intervenção governamental.
A agência garantiu que o panorama actual inclui o risco de insolvência, a perda de recursos públicos, a destruição de infra-estruturas e o potencial impacto na estabilidade do mercado energético colombiano. Além disso, alertou que as dificuldades registadas neste período coincidiram com uma diminuição das oportunidades de investimento e maiores problemas na resposta às necessidades dos empregadores.
Segundo reportagem da Revista Semana, a Controladoria considera que o caso exige um controle especial da atuação do Serviço Público, da Caixa Comercial e da empresa envolvida.

Um dos principais pontos de preocupação do grupo controle é a diminuição das propriedades do Air-e durante o processo de intervenção. De acordo com o relatório anterior, a empresa passou de apenas 131 bilhões em um ano, uma redução de mais de 90%.
A Controladoria indicou que esta redução impacta diretamente no financiamento da empresa e limita sua capacidade de realizar investimentos voltados à melhoria dos serviços. Some-se a isso a carteira que ultrapassa os 6 trilhões de pesos, dos quais mais de 73% correspondem a obrigações de mais de um ano.
O relatório indica ainda que a empresa depende atualmente de recursos públicos para manter as suas operações, situação que, segundo a empresa, não se registava antes da intervenção. Esta dependência cria preocupações adicionais sobre a sustentabilidade financeira da operação e os fundos que podem ser transmitidos ao sistema.
O alerta sustenta que a falta de recursos dedicados às infra-estruturas tem tido um impacto técnico visível, reflectido em repetidas interrupções do serviço e atrasos na implementação de soluções para reforçar a rede de distribuição de electricidade.
A Controladoria também garantiu que a diminuição do investimento afeta os indicadores relacionados à qualidade dos serviços. Entre elas, ele discutiu as variáveis utilizadas para medir a frequência e a duração das interrupções de energia, que refletem o comportamento da rede em relação aos usuários.

Segundo a agência de monitoramento, esses resultados são contrários aos progressos que a empresa reportava antes da intervenção, embora alguns indicadores mostrassem uma melhoria na continuidade dos serviços prestados à população da região do Caribe.
Outro aspecto mencionado no alerta é a falta de um plano abrangente que permita à empresa lidar estruturalmente com a crise financeira e operacional que atravessa. A Controladoria afirmou que as ações não foram suficientes para resolver os problemas subjacentes que afetam a empresa.
O relatório aponta ainda diversas reclamações bem conhecidas sobre a gestão da Air-e durante a intervenção. Entre elas estão questões sobre a criação de novos cargos na administração em meio à crise financeira, investigações sobre aumentos de preços na compra de equipamentos e insumos e alegações de nepotismo dentro da organização.
O alerta está ligado a outros apelos feitos por órgãos de supervisão sobre a situação da empresa e abre um novo capítulo no debate sobre o futuro da Air-e e a prestação de serviços energéticos na região das Caraíbas, onde milhões de utilizadores ainda aguardam a decisão tomada pelas autoridades em resposta à crise.















