Na época das eleições presidenciais na Colômbia, o Imitação dos candidatos se espalha nas redes sociais e pode influenciar as decisões dos eleitores.
Por isso é importante que você saiba o que são esses vídeos e áudios gerados por inteligência artificial, como identificá-los e quais ferramentas estão disponíveis para combatê-los.
Um deepfake é um vídeo, áudio ou imagem criado ou manipulado com inteligência artificial para fazer uma pessoa parecer dizer ou fazer algo que nunca aconteceu.

No campo eleitoral, essa tecnologia pode ser usada para manipular a posição dos candidatoscriar declarações falsas ou prejudicar a reputação dos políticos perante milhões de eleitores.
A McAfee observa que “como os deepfakes podem ser tão reais, eles tornam mais difícil confiar no que você vê ou ouve online. Eles podem torná-lo mais vulnerável a golpes e desinformação”.
Para identificar uma falsificação profunda, seja áudio ou vídeo, é preciso considerar cinco dimensões: data e contexto, rosto humano, piscar e reflexo, som e fonte.
Data e contexto.
A primeira questão quando confrontado com conteúdo questionável é quando e onde ocorreu o alegado incidente.
Verifique se a data do vídeo corresponde à agenda do candidato: ele estava naquele local naquele dia? Alguma outra cobertura da mídia sobre o mesmo evento? Pesquise vídeos no Google Fotos para ver se o aparelho já apareceu antes em um contexto diferente ou com conteúdo diferente.
Esta pesquisa dinâmica pode revelar em segundos se um registro foi reciclado ou retirado de contexto.
Abra também várias guias do navegador e compare o que o vídeo diz. com fontes independentes.

Expressões faciais, piscadelas e olhos.
A União Europeia observou que foram propostos vários métodos para detectar automaticamente vídeos falsos de pessoas, incluindo a observação de alterações nas pestanas, a análise dos contornos e movimentos oculares, e a reflexão especular da córnea, ou seja, a falta de coerência na reflexão da luz ao redor do olho.
Na prática, isso significa um sinal que pode ser visto a olho nu:
- Piscando irregularmente: Uma pessoa tem de 10 a 20 flashes por minuto. Deepfakes piscam com muita frequência, muito pouco ou de forma assimétrica, com um olho fora de sincronia com o outro.

- Espelho ou vista fixa: Os olhos podem parecer sem palavras ou “mortos”, não acompanhando o movimento da câmera ou do ambiente.
- Reflexos incompatíveis: Numa foto ou vídeo real, ambos os olhos representam o mesmo mundo. No deep fake, o reflexo de cada olho costuma ser diferente ou não parece natural. A ampliação da imagem no olho permite detectar esta anomalia.
- Linguagem legal: Deepfakes criam emoções negativas. O sorriso parece rígido e as rugas que aparecem no rosto real ao expressar não são visíveis, dando uma aparência semelhante a alguém com Botox.

- Aprimoramento labial: um atraso de apenas cem milissegundos entre o som e o movimento dos lábios é perceptível a olho nu. Preste atenção especial à pronúncia de sons como m, f ou t, onde os deepfakes geralmente falham.
- Bordas desfocadas: observe a linha do cabelo, orelhas e pescoço. Os algoritmos de sobreposição de rosto produzem reflexos, alterações de cores não naturais ou bordas flutuantes sobre o fundo.
tom de voz
Mostre os padrões reconhecíveis de vozes clonadas por IA:
- Sons abafados ou abafados: Falar não é suficiente como um impulso emocional natural. Se a voz soar mecânica ou não relacionada ao conteúdo emocional da mensagem, isso é um sinal de alerta.

- Velocidade ilegal: ouça pausas no meio das frases, palavras “travadas” ou sotaques que não sejam consistentes com o estilo habitual do falante.
- A ausência da voz humana: O som real inclui micropausas, respiração, pigarro ou suspiros entre as frases.
- Muitas citações: A clonagem de modelos pode enfatizar demais a fala, produzindo uma fala que parece muito perfeita ou artificial.
Se você tiver acesso a gravações anteriores do candidato ou político, compare diretamente o áudio do vídeo do suspeito com a entrevista ou discurso confirmado. Diferenças de ritmo, sotaques regionais e complementos de alto-falantes individuais são difíceis de reproduzir adequadamente.
Antes de compartilhar conteúdo, descubra quem o postou primeiro. A grande questão é: o vídeo é do canal oficial do candidato ou de uma conta desconhecida? A conta que o promove tem um histórico verificável ou foi criada recentemente? Os outros meios de comunicação estão cientes disso?
A norma técnica C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity) permite verificar a cadeia de custódia de arquivos multimídia: documentando quem os criou, com qual dispositivo e quando.
Algumas plataformas como o YouTube já exibem essas licenças de conteúdo quando disponíveis. A sua ausência não prova que o vídeo seja falso, mas a sua presença dá uma forte indicação da sua autenticidade.















