A Superintendência de Vigilância e Segurança Privada constatou casos suspeitos de infiltração criminosa no sector de segurança privada do país e anunciou a suspensão de 31 licenças de funcionamento de empresas alegadamente utilizadas para facilitar actividades ilegais.
O anúncio foi feito pelo Superintendente Larry Álvarez Morales, que explicou que a decisão foi tomada após uma série de investigações que mostraram um padrão recorrente: empresas que operam legalmente, mas acabam fornecendo seus serviços, funcionários ou recursos para organizações criminosas.
Segundo este responsável, a irregularidade constatada não é um acontecimento isolado. Pelo contrário, respondem de uma forma que permite às empresas legítimas obter licenças para operar dentro do quadro regulamentar, mas depois desviam as suas operações para apoiar a economia informal.

“Todas as ações são realizadas para garantir o devido processo, mas com uma postura firme contra todas as irregularidades”, disse Álvarez Morales, alertando que o Estado não tolerará o uso indevido deste tipo de licenças.
Entre as medidas tomadas estão as sanções aplicadas a empresas em diversos pontos do país. Na cidade de Barranquilla, por exemplo, O cancelamento da licença de funcionamento da Atenas Seguridad Privada Ltda. e Maximus Seguridad Privada Ltda. afirmado, após o primeiro julgamento.
Além disso, a empresa informou que pelo menos oito empresas adicionais estão sob investigação e poderão enfrentar sanções semelhantes nos próximos meses, indicando que o escopo deste caso pode ser maior do que o inicialmente estimado.
Um dos assuntos mais importantes relatados pela Superintendência tem a ver com o uso ilegal de armas de fogo licenciadas. De acordo com a investigação do tribunal, algumas destas armas podem ter sido utilizadas em actividades criminosas, aumentando a preocupação das autoridades em controlar as armas nas mãos das pessoas.

Da mesma forma, confirma-se a presença de funcionários ligados ao sistema criminal dentro da empresa de controle, o que confirma a suposição de penetração do sistema no setor. Essas práticas, segundo o gestor, podem estar relacionadas a crimes como lavagem de dinheiro e financiamento da economia ilegal.
O avanço destas investigações foi possível devido à coordenação entre diferentes órgãos governamentais, especialmente o Ministério Público e organizações da área de segurança. Esta cooperação permitiu reforçar o controlo legal de armas, melhorar o intercâmbio de informações e promover uma justiça eficaz.
Segundo a Superintendência, esta estratégia multiinstitucional é fundamental para detectar irregularidades e tomar medidas oportunas contra potenciais riscos no terreno.
Apesar da importância da pesquisa, Álvarez Morales enfatizou que a maioria das empresas privadas de inspeção na Colômbia trabalham de acordo com a lei e desempenham um papel importante na segurança do país. Este setor também tem um impacto social significativo, pois cria empregos para mais de 360 mil famílias.

Este governante confirmou, no entanto, que qualquer empresa que não respeite a lei ou seja utilizada como veículo para atividades ilegais será punida com todo o peso das instituições governamentais.
Neste sentido, anunciou que a empresa está a implementar novos métodos de controlo baseados em inteligência, análise de dados e colaboração entre instituições governamentais, para antecipar riscos e fortalecer o sistema de controlo.
Finalmente, A Superintendência reiterou o apelo a todas as empresas do setor para que atuem em estrita conformidade com a regulamentação vigente e mantenham elevados padrões de transparência e legalidade em suas operações.
“A empresa continuará a fiscalizar rigorosamente para garantir que este departamento funciona de acordo com os mais elevados padrões de legalidade”, explicou a administração.















