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A empresa GAD3 suspendeu a sua investigação na Colômbia: alerta que a nova norma impossibilita a medição.

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A consultoria GAD3 suspende a publicação do estudo sobre as eleições na Colômbia após questionar as condições da Comissão Técnica sobre as novas regras – crédito Fundación pares e GAD3/Linkedin

A empresa espanhola GAD3 anunciou em 5 de maio de 2026 a suspensão da publicação da análise das eleições na Colômbia, numa decisão que atribuiu diretamente à interpretação da Comissão Técnica das novas regras em vigor. Segundo o consultor, esta leitura da lei não é possível garantir o rigor metodológico e o funcionamento do estudo de opinião no país.

A empresa anunciou oficialmente a decisão de suspender as operações para não prejudicar a sua reputação internacional, a do Conselho Nacional Eleitoral e a do seu principal cliente no país, o RCN. A empresa alertou que, nas atuais condições regulatórias, não há garantia mínima de qualidade científica para trabalhar.

A raiz da polêmica está na interpretação da Lei 2.948 de 2025. Segundo a Comissão Técnica, para que uma investigação seja válida ela deve demonstrar que cada cidadão tem “uma possibilidade confiável e tangível de ser selecionado”.

Para o GAD3, este critério não pode ser aplicado à realidade atual da investigação social e desvia-se dos padrões internacionais utilizados em mais de 30 países.

Na sua declaração, o consultor alerta que esta medida não afetará apenas métodos modernos – como inquéritos telefónicos, painéis online ou estudos mistos – mas também poderá levantar questões em inquéritos privados.

“Com as medidas tomadas pela Comissão, não só os inquéritos telefónicos serão canceladosmas também presencialmente, painéis de Internet e métodos mistos”, afirmou a empresa, citada pela Semana.

O impacto desta interpretação, segundo a empresa, vai além do caso colombiano. Instituições de referência mundial como o Eurobarómetro, os Estudos Eleitorais Nacionais Americanos e o Inquérito Social Europeu também não cumprem os critérios estabelecidos pelas autoridades técnicas da Colômbia. Para o GAD3, isto prova uma desconexão entre as normas locais e a prática integrada da investigação social contemporânea.

Dia de eleições na Colômbia, marcado pela ausência de pesquisas do GAD3, uma das empresas de maior sucesso na última fase - crédito Colprensa
Dia de eleições na Colômbia, marcado pela ausência de pesquisas do GAD3, uma das empresas de maior sucesso na última fase – crédito Colprensa

Além do debate metodológico, alerta sobre o impacto da democracia na saída da empresa. De acordo com a sua análise, a falta de inquéritos fiáveis ​​limita o acesso dos cidadãos, dos meios de comunicação social e dos decisores a mais informações sobre as intenções de voto, reduzindo assim a qualidade do debate público.

A empresa afirma que a pesquisa não apenas informa, mas também permite contrastar as previsões com os resultados reais, o que é um teste fundamental de precisão científica.

Nesse sentido, o vereador pediu que a Comissão Técnica avaliasse os seus estudos sem compará-los com os resultados de eleições anteriores, como a de 8 de março de 2026. Segundo ele, este elemento é necessário para medir a validade e confiabilidade de qualquer investigação.

No bloco central da sua declaração, o GAD3 resumiu a sua decisão: suspende a publicação da pesquisa eleitoral na Colômbia porque a interpretação da lei atual exige medidas processuais que impossibilitam a recolha e análise de dados representativos. Esta situação, alertou, afecta não só o trabalho das empresas de consultoria, mas também o mundo da informação em que se baseia a consulta democrática.

Pesquisas como as do GAD3 são fundamentais para que os candidatos ajustem suas estratégias, avaliem tendências e entendam as prioridades dos eleitores na Colômbia - crédito Colprensa/@delaespriellastyle - Instagram
Pesquisas como as do GAD3 são fundamentais para que os candidatos ajustem suas estratégias, avaliem tendências e entendam as prioridades dos eleitores na Colômbia – crédito Colprensa/@delaespriellastyle – Instagram

A empresa ressaltou que sua retirada é específica da Colômbia e não significa uma retirada global. Pelo contrário, continuará a funcionar em mais de 30 países de acordo com os actuais padrões internacionais, que combinam diferentes métodos para garantir a sua representatividade em diferentes sectores sociais e tecnológicos.

Fundado há 25 anos, o GAD3 é liderado por Narciso Michavila, doutor em sociologia e estatístico. Na Colômbia, a equipe local inclui Javier Restrepo e Beatriz Iacobacci, que lideraram um estudo conceitual no país.

A empresa concluiu a sua declaração reiterando o seu compromisso com a democracia colombiana, ao mesmo tempo que fez um apelo subtil à revisão das medidas regulatórias que, na sua opinião, afectam a produção de informação básica para o funcionamento do sistema democrático.



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