O chefe da Guarda Revolucionária do Irão, Ahmed Vahidi, insistiu esta sexta-feira que a “vingança” pelo assassinato do Líder Supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, na primeira fase do ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro “não será apagada da memória histórica” e prometeu que os responsáveis serão “punidos”.
“A vingança dos mártires e a punição dos autores, promotores e apoiantes deste crime continuarão a ser uma exigência bem definida, legal e inesquecível”, disse, antes de declarar que “esta exigência não será apagada da memória histórica da comunidade muçulmana e da resistência até que a justiça seja feita”.
Por isso, prometeu “respostas adequadas aos criminosos”, “especialmente ao exército americano que mata menores”, e acrescentou que “o sangue puro” de Khamenei “tornou-se a fonte do despertar, da dignidade, do poder e da unidade para a nação islâmica”, segundo a TV IRIB iraniana.
Vahidi, que fez a sua primeira aparição pública numa cerimónia fúnebre em honra de Khamenei desde o início de Fevereiro, insistiu que o “martírio” do líder supremo “prometeria ao inimigo um futuro de derrota, isolamento e arrependimento”.
“Os líderes criminosos dos Estados Unidos e os inimigos da Revolução Islâmica e todos os partidos da oposição devem saber que, através do assassinato cobarde deste líder sagrado, nunca serão capazes de extinguir a luz de Deus, enfraquecer a vontade das nações crentes e destruir a bandeira da resistência”, concluiu.
O anúncio foi feito horas depois do funeral de Khamenei na cidade iraniana (nordeste) de Mashhad, após cerca de uma semana de cerimónias fúnebres no Irão e no Iraque. O corpo do líder supremo está localizado no mausoléu do Imam Reza, um dos locais mais sagrados para os xiitas e centro de peregrinação para os membros deste ramo islâmico.
Após a sua morte, Khamenei foi sucedido pelo seu filho Mojtaba Khamenei, que ficou ferido no atentado bombista que matou o seu pai e não apareceu em público desde então, limitando as suas comunicações a discursos escritos transmitidos aos meios de comunicação oficiais, no meio de especulações sobre a sua saúde e paradeiro.
A cerimónia em homenagem a Khamenei realizou-se no meio das negociações abertas pelos Estados Unidos e pelo Irão após o cessar-fogo acordado em 8 de abril, que até agora levou à assinatura de um acordo que dá 60 dias para avançar para o acordo de paz final que põe fim à guerra aberta no Médio Oriente devido ao ataque israelo-americano acima mencionado.















