ARTIGO 19 O México e a América Central alertaram que a iniciativa de estabelecer o Colégio de Jornalistas em Tamaulipas poderia facilitar o controle e a censura da imprensa.
A associação observou que esta proposta, que visa reformar a Lei Estadual de Protecção dos Defensores dos Direitos Humanos e dos Jornalistas, atribui ao Estado a responsabilidade de monitorizar o que é considerado “prática jornalística ética” e pode tornar-se uma ferramenta de assédio legal.
A iniciativa, apresentada pela deputada Cynthia Lizabeti Jaime Castillo de Morena, diz que o governo não busca censura ou controle e propõe um esquema de autorregulação profissional.
No entanto, a ARTIGO 19 alertou que o artigo permite queixas públicas contra jornalistas por comportamento inadequado, o que pode levar à humilhação e humilhação, especialmente em situações em que o sindicato já enfrenta uma campanha de difamação.
Entre as preocupações está a falta de independência real no Colégio, porque está relacionada com a Regulamentação Estatal do Mecanismo de Segurança, e a definição limitada de jornalistas, que exclui aqueles que desempenham uma responsabilidade social de informar fora da academia ou do trabalho oficial.
Note-se também que o Colégio pode emitir recomendações, relatórios e apresentar desculpas públicas, o que exerce pressão adicional sobre a imprensa. O ARTIGO 19 levantou a questão de saber se o Estado deseja estabelecer requisitos morais ou éticos, uma vez que estes podem ser interpretados livremente e sem sentido.
A organização apelou a uma revisão do movimento e à priorização da protecção dos jornalistas, em vez de estabelecer um sistema que pudesse ser usado para controlar ou censurar o seu trabalho.















