o A Polícia Federal brasileira apresentou um relatório ao Supremo Tribunal Federal que indicava 48 pessoas pelo seu envolvimento numa das maiores fraudes entre pensionistas e pensionistas inscritos no país.
A investigação, iniciada em 2023 na Controladoria-Geral da União e passou pelas mãos de Polícia Federal Este ano, após a descoberta de indícios de crime, permitiu a destruição de uma rede que estava desviada. 6,3 bilhões de reais(aproximadamente 1.240 milhões de dólares), reduzindo ilegalmente os benefícios de milhares de pessoas.
A operação, batizada de “Sem Desconto”, revelou que a composição do crime retirada todos os meses é dinheiro de pensões e aposentados. Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sob o pretexto de estar associado à organização, mesmo que os beneficiários nunca tenham autorizado ou solicitado esse tipo de relacionamento.
O relatório, o 265 páginasentregue ao ministro André Mendonçaexplicou detalhadamente o trajeto do dinheiro e a participação de famosos como o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e o promotor Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
De acordo com Polícia FederalStefanutto, que assumiu a presidência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) do Brasil em julho de 2023, depois de atuar como diretor de orçamento e procurador federal, estava envolvido em uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro e corrupção.
Com ele, os altos funcionários do INSS e o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares do Meio Rural (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopesenfrentou acusações por crimes semelhantes. Ferreira Lopes continua foragido.

A medida desencadeou uma onda de prisões preventivas desde dezembro passado e investigações sobre operadores, gestores e promotores. Entre os réus, o “Careca do INSS” teve papel fundamental na apreensão e desvio de recursos, enquanto Stefanutto, além de liderar a entidade, facilitou o funcionamento do esquema a partir de diversos cargos da administração pública.
Este caso também causou um conflito político entre o governo e a oposição. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva disse que a origem do desvio foi a gestão de JairBolsonaroenquanto os aliados do ex-presidente, que está preso por outros casos, tentaram vincular as irregularidades ao atual presidente.
A investigação também chegou ao filho mais velho de Lula, Fábio Luís Lula da Silvaconhecido como Lulinhapara aqueles que dizem ser parentes do “Careca do INSS”. A Polícia Federal e uma comissão parlamentar quebraram segredos bancários e de comunicações para analisar possíveis conexões, embora o relatório de sexta-feira não incluísse nenhum réu.
(com informações da EFE)















