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China suspende novas licenças para ‘robotáxis’ após incidente em Wuhan, informa Bloomberg

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Pequim, 29 de abril (EFE).- A China suspendeu a emissão de novas licenças para veículos autónomos depois de mais de uma centena de ‘robotáxis’ Baidu terem sido bloqueados nas ruas da cidade de Wuhan no final de março, informou a Bloomberg, citando pessoas familiarizadas com a situação.

A medida impede que empresas de condução autónoma adicionem novos ‘robotáxis’ às suas frotas, iniciem novos projetos-piloto ou expandam para novas cidades, segundo a comunicação social, que não especificou quanto tempo duraria a suspensão.

A suspensão ocorre depois de as autoridades chinesas terem sido alertadas para o incidente de 31 de março em Wuhan, onde vários veículos do serviço de ‘robotáxi’ Apollo Go da Baidu pararam, deixando os passageiros temporariamente retidos e perturbando o tráfego.

A polícia de trânsito de Wuhan indicou que o centro de emergência começou a receber chamadas sobre a presença de muitos veículos Apollo Go estacionados no meio da estrada e impossibilitados de se movimentar.

De acordo com a primeira investigação realizada por autoridades do governo local, o problema foi causado por um “erro de sistema”.

Não houve acidentes ou feridos e os passageiros conseguiram sair com segurança.

Após o incidente, três organizações, incluindo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, reuniram-se este mês com responsáveis ​​de cidades com “robotáxis” ou projetos de autopilotagem, segundo fontes obtidas pela Bloomberg.

As autoridades pediram ao governo local que revisse e reforçasse os controlos de segurança para evitar tais incidentes.

Às 11h41, horário local (03h41 GMT), de quarta-feira, as ações da Baidu listadas em Hong Kong caíram 2,19%.

A Apollo Go é o maior fornecedor de ‘robotaxis’ da China, com centenas de veículos em mais de uma dezena de cidades, e em agosto passado anunciou um acordo com o principal rival da Uber nos EUA, a Lyft, para lançar o serviço na Europa este ano, começando pelo Reino Unido e pela Alemanha.

Um mês antes, a Baidu tinha até feito parceria com a Uber para oferecer táxis autónomos noutras partes da Ásia e do Médio Oriente.

O Baidu, conhecido como o ‘Google chinês’ por operar um mecanismo de busca popular na China – país que proíbe o acesso ao Google – expandiu o teste Apollo Go para mais cidades, com o objetivo de chegar a cem até 2030.

Segundo a previsão da empresa, o valor do mercado de ‘robotaxis’ no país asiático poderá ultrapassar os 1,3 biliões de yuans (188.888 milhões de dólares, 163.312 milhões de euros) no próximo ano. EFE



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