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“Ivan Cepeda não está pronto”: Sergio Fajardo garante que o verdadeiro candidato é Gustavo Petro

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– crédito @SenadoGovCo – @@sergio_fajardo/X

Sergio Fajardo fez fortes críticas ao candidato presidencial da Convenção Histórica, Iván Cepeda, e garantiu que não tem a preparação necessária para governar a República. Além disso, disse que está por trás dessa candidatura o presidente Gustavo Petro, que, segundo ele, é o principal participante da campanha oficial.

Durante a entrevista concedida a Jornal da semanao ex-governador de Antioquia também questionou a gestão do atual Governo e destacou que a Colômbia atravessa um dos períodos de conflito político mais importantes dos últimos anos.

Fajardo afirmou que o país precisa de mudanças profundas, mas opinou que a administração Petro não correspondeu às expectativas durante a campanha presidencial de 2022.

“Vi a declaração do presidente Petro e me sinto incomodado porque a Colômbia precisa de mudanças”, disse o candidato presidencial durante a entrevista.

- Crédito Colpresa
– Crédito Colpresa

Este líder político garantiu ainda que o presidente ainda responsabiliza o terceiro pelos problemas do seu governo e não se responsabiliza pelas consequências das decisões que tomou durante a sua administração.

De acordo com o depoimento recolhido por Jornal da semanaFajardo acredita que a estratégia política do presidente é um dos fatores que têm alimentado o conflito em diferentes áreas do país.

Um dos principais pontos da entrevista está relacionado com a candidatura de Iván Cepeda à presidência, que o ex-prefeito de Medellín descreveu como alguém que não tem experiência suficiente para liderar o país.

Fajardo confirmou que Cepeda não construiu uma carreira voltada para a administração pública de grande porte e que compareceu às eleições presidenciais devido à situação do cenário político nacional.

O candidato garantiu que “Iván Cepeda nunca pensou em ser presidente da Colômbia na vida” e confirmou que não está preparado para assumir essa função.

Da mesma forma, disse que os cidadãos devem analisar cuidadosamente as capacidades daqueles que desejam ocupar a Casa de Nariño, considerando a complexidade dos problemas económicos, sociais e de segurança que o país enfrenta.

Durante sua declaração, também questionou a participação de Cepeda nos debates públicos e considerou que a disposição para o confronto é uma característica básica de qualquer candidato presidencial.

Sergio Fajardo e Iván Cepeda - crédito Luisa González/Reuters - Colprensa
Sergio Fajardo e Iván Cepeda – crédito Luisa González/Reuters – Colprensa

“O candidato é Gustavo Petro”

Fajardo foi além das críticas ao senador e garantiu que a campanha do Pacto Histórico promove diretamente o presidente Gustavo Petro.

Segundo a sua explicação, a figura do presidente ainda ocupa um lugar de destaque na estratégia política do partido no poder e detém grande poder na queda de Cepeda.

“Gustavo Petro está gerenciando a campanha, Gustavo Petro é o candidato”, disse o presidenciável.

Este ex-governador disse que, na sua opinião, o presidente ainda terá um grande peso na decisão do Governo caso o candidato histórico do Pacto se torne Presidente.

Além disso, disse ainda que a proposta de realização da Assembleia Nacional faz parte da estratégia de abertura do conflito político e prolongamento do conflito entre os diferentes sectores do país.

Durante a entrevista, Sergio Fajardo também questionou vários aspectos da gestão do Petro, incluindo mudanças frequentes no gabinete de ministros e diversas divisões que causaram polêmica nos últimos anos.

O dirigente garantiu que o país necessita de um novo processo político baseado em resultados concretos e na gestão do povo visando a obtenção de consensos.

Sergio Fajardo e Iván Cepeda - crédito Camila Díaz/Colprensa - Adrián Escandar
Sergio Fajardo e Iván Cepeda – crédito Camila Díaz/Colprensa – Adrián Escandar

Fajardo insistiu que a Colômbia precisa de uma mudança diferente daquela que o Governo propõe atualmente e defendeu a sua proposta como uma forma alternativa de superar o conflito.

Em termos de paz, anunciou também que irá parar a estratégia de Paz Total que foi proposta pelo Executivo, dado que não trouxe os resultados esperados e levou à deterioração da ordem pública em muitas partes do país.

Os anúncios acontecem dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, em meio a uma campanha marcada por intensos questionamentos entre os principais candidatos e pelo crescente conflito sobre a continuidade do projeto político liderado por Gustavo Petro.



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