Jorge Iván Cuervo confirmou sua renúncia ao Ministério da Justiça e Direito da Colômbia, após a renúncia do presidente Gustavo Petro em 6 de julho. A decisão foi oficializada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente, menos de cinco semanas após a mudança de governo.
Em mensagem publicada em seu site oficial
A saída deste responsável ocorre em pleno conflito interno no que diz respeito à política de paz absoluta, uma das actuais bandeiras nacionais. Refira-se que após a declaração pública de Cuervo em que questionou a base jurídica da estratégia de paz do Executivo.

Nas palavras do futuro ministro, “a apresentação do ex-ministro Eduardo Montealegre sobre o sistema jurídico para a paz, foi aí que começou o problema; deveria ter havido um sistema jurídico desde a primeira vez, desde o início das negociações, porque causou dúvidas que ainda hoje permanecem, nas diferentes mesas de negociação”.
Cuervo, que assumiu a pasta em 11 de fevereiro, está no cargo há menos de cinco meses. Nesse período, manifestou sua discordância com algumas ações propostas por Gustavo Petro. Na sua recente declaração aos meios de comunicação, admitiu que “a ausência de um sistema jurídico afectou as negociações” e descreveu a situação como “problemática”, apesar da presença da Lei da Paz Total que permite avançar no diálogo.
A renúncia de Cuervo ocorre no final do mandato do presidente e abre um novo capítulo na política de administração da justiça, enquanto o executivo se prepara para substituir o governo no próximo mês.
Novidades em desenvolvimento…















