Moscovo, 12 mai (EFE).- O Kremlin reduziu terça-feira as expectativas para o fim da guerra na Ucrânia e qualificou os últimos comentários do presidente russo, Vladimir Putin.
“O presidente disse (numa conferência de imprensa em 9 de maio) que a Rússia ainda está aberta ao diálogo”, explicou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa telefónica diária, referindo-se à sua última declaração de que a guerra está “a aproximar-se do fim”.
Desta forma, explicou que “o trabalho reunido no processo de paz permite-nos confirmar que está muito próximo do fim. Mas nesta situação não podemos falar de nada de concreto neste momento”.
O Kremlin mantém a sua posição original sobre as negociações de paz e acredita que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deve “assumir a responsabilidade e tomar as decisões necessárias” para pôr fim ao conflito.
Portanto, “para acabar com ela (a guerra) e pará-la, ainda há muito trabalho a ser feito”, afirmou.
Ele explicou que o encontro entre os líderes será apenas em Moscou.
Imediatamente, Peskov explicou que a trégua proposta por Putin para o Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial havia acabado.
“O cessar-fogo humanitário terminou e as operações especiais (guerra na Ucrânia) continuam”, acrescentou.
A Rússia e a Ucrânia respeitaram parcialmente uma trégua de três dias negociada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para comemorar o aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi, o feriado mais importante para o nacionalismo russo.
Houve acusações concorrentes de ataque a posições em vários setores da frente, de acordo com relatórios de guerra emitidos por Moscovo e Kiev.
Ambos os lados aguardam a chegada dos negociadores norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, para retomar as conversações de paz que estão paralisadas desde fevereiro, coincidindo com a eclosão do conflito com o Irão.















