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Marcha de 2 de julho por todo o país: trabalhadores da construção civil exigem regras e melhorias no EsSalud

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Este vídeo é uma entrevista televisionada sobre a mobilização dos trabalhadores da construção civil, convocada pela FTCCP para o dia 2 de julho no Campo de Marte. O evento requer cuidados oportunos, medicação e gestão eficaz do EsSalud. Durante a transmissão, foram exibidos clipes de marchas de rua com manifestantes carregando cartazes. Ativistas falam sobre o pedido de 350 mil trabalhadores por cuidados precários da EsSalud.

o Federação dos Trabalhadores da Construção Civil do Peru (FTCCP) anunciou campanha nacional para o dia 2 de julho com o objetivo de exigir melhorias no atendimento EsSaluddenunciar corrupção e exigir a organização de o 32503. O sindicato confirmou que mesmo estando aprovada há quase oito meses, esta regra ainda não está totalmente implementada. O anúncio foi feito pelo secretário da associação, Jeremias Escalantedurante entrevista apresentada no programa Informamos y Opinamos em Exitosa Noticias.

Escalante explicou que o protesto responde aos problemas diários que afetam os segurados: longas filas, falta de medicamentos, atrasos em consultas e cirurgias que podem durar de seis meses a um ano. Além disso, observou que os profissionais de saúde prestam cuidados sem as ferramentas ou equipamentos adequados para realizar o seu trabalho.

O FTCCP espera que a marcha seja cooperativa 300.000 e 350.000 trabalhadores em Lima. A concentração na capital está prevista no Avenida La Peruanidadno Campo de Marte, a partir das 14h. Noutras áreas, cada filial sindical determinará o local de reunião mais adequado de acordo com as circunstâncias locais.

Mãos de trabalhadores da construção civil segurando capacetes laranja com os logotipos da EsSalud e FTCCP, com uma bandeira vermelha espalhada ao fundo. (Foto da Infobae)

Este líder confirmou que o motivo da ação não é a iminente mudança de governo e não é uma resposta à situação política. “Não estamos marchando pela situação atual, precisamos de poder”, disse Escalante, confirmando o caráter estrutural das reivindicações do sindicato.

A reivindicação federal é baseada na contraprestação recebida pelo contribuinte EsSalud e na ausência de coordenação o 32503. Escalante destacou que a instituição pertence aos trabalhadores, mas eles não são devidamente administrados. Ele expressou a sua solidariedade aos milhões de participantes que esperam diariamente melhores resultados do sistema.

Os representantes sindicais descreveram a falta de cuidado com os trabalhadores do setor, que muitas vezes sofrem de hérnias, dores nas costas e outras distensões musculares em consequência do seu trabalho. “Dão-lhes sempre a pílula mágica, que é a aspirina para todas as doenças”, disse o dirigente, indicando a falta de tratamento específico para as doenças profissionais.

Multidões de pessoas usando capacetes laranja e vestidos com babados marcham pelas ruas. Eles carregam uma bandeira vermelha, uma faixa em branco e duas bandeiras com cartazes.
Grande marcha de trabalhadores da construção civil, identificados em fotos da FTCCP e EsSalud, por uma rodovia em Lima. (Foto da Infobae)

Um dos eixos do movimento está apontando Ministério do Trabalho. Escalante condenou que, quase oito meses após a aprovação da Lei 32.503, o ministério não tenha editado a regulamentação relacionada. Além disso, o sindicato alerta para a intenção das autoridades de reduzir o prazo de atraso dado pela norma de doze para seis meses.

Segundo a explicação dada pelo dirigente, os cuidados de saúde estão definidos por lei para quem tem garantidos dois meses de participação. Porém, o ponto que ainda se espera é a duração de doze meses, considerada fundamental para os trabalhadores da construção civil, que muitas vezes alternam tempo de trabalho e desemprego de acordo com a duração de cada trabalho.

Um grupo de pessoas com roupas refletivas e capacetes coloca faixas da FTCCP e bandeiras da EsSalud em frente a obeliscos, árvores e asfalto.
Manifestantes se reúnem no Campo de Marte, Lima, para segurar cartazes da FTCCP e bandeiras do EsSalud antes do início da marcha. (Foto da Infobae)

O sindicato questiona também o modelo de gestão e a legalidade de alguns contratos do setor. Escalante confirmou que os trabalhadores da construção civil podem pagar mais do que um trabalhador que recebe o salário mínimo por um ano durante três meses. Por isso, o sindicato considera que a redução da proteção após a rescisão pode prejudicar quem alterna horário de trabalho e falta ao trabalho.

Durante a entrevista, esse dirigente mencionou uma suposta irregularidade na construção de um hospital ali Colina Pasco. Disse que a obra, com um investimento de 486 milhões, foi entregue à empresa Sagitárioque empregará pouco mais de 40 trabalhadores, número considerado inadequado para a escala do projeto. Além disso, sublinhou que muitas das comunidades que participaram na construção do terreno no início da obra receberão um empréstimo de 1.800.000 soles depois de trabalharem durante mais de oito meses.

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O secretário-geral da federação propôs mudar a forma de eleger o presidente executivo EsSalud. Disse que esta nomeação será feita através do conselho de administração desta instituição, onde participam os representantes dos trabalhadores, dos empresários e do Estado, e não ficará à decisão do governo no poder.

Escalante também relacionou a situação no terreno ao problema da criminalidade e dos sequestros nos estaleiros de construção. Disse que o sindicato espera ter medidas nesse sentido e manifestou a vontade de consultar a nova administração, embora tenha admitido que ainda não se reuniu com eles. Keiko Fujimori.

Keiko Fujimori com blazer branco e colar de pérolas fica em frente à bandeira peruana e atrás de um interior luxuoso com canais e pinturas.
Depois de fechar a contagem do ONPE em 100%, Keiko Fujimori entra na fase final antes de assumir a presidência do Peru no dia 28 de julho. (Imagem ilustrativa Infobae)

Na última parte da entrevista, Escalante mencionou a existência de apoio político ao envolvimento do crime no domínio da construção civil. Ele estava falando sobre o projeto de lei proposto pelo Congresso Guido Bellido para cancelar o Conjovico. Esta sugestão não vai funcionar, disse o dirigente, porque a organização é privada e independente do Estado.

A federação confirmou que continuará a exigir plenamente a Lei 32.503 e melhores condições para os segurados do EsSalud, mantendo a sua disponibilidade para consultar e fazer lobby até receber respostas concretas às suas reivindicações.



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