Banguecoque, 19 mai (EFE).- O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, ordenou a todas as agências governamentais que reduzissem os gastos em pelo menos 10%, como medida para fazer face à crise energética e ao seu impacto económico no país, noticiaram terça-feira os meios de comunicação locais.
O dirigente manifestou a sua preocupação com a possibilidade de “estagflação” – que combina a estagnação do crescimento económico e a taxa de inflação – na economia filipina, num comunicado feito à imprensa, noticia hoje o canal ABS-CBN.
“Dei instruções para reduzir 10 por cento (das despesas) (…) Todas as agências governamentais devem registar este valor (redução), pelo menos 10%, se não mais”, disse ele num comunicado de imprensa na segunda-feira.
Entre as despesas sujeitas a cortes, o presidente das Filipinas enumerou manutenção – como reparações ou serviços técnicos – e despesas como aluguer, limpeza ou electricidade, entre outras.
A economia filipina cresceu 2,8% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Estatística no início deste mês, ligeiramente abaixo do trimestre anterior, que registou um crescimento de 3%.
Marcos mostrou-se optimista quanto ao crescimento económico para o resto do ano, que o Fundo Monetário Internacional baixou na passada sexta-feira para 4,1%, face aos 5,6% fixados em Janeiro. Entretanto, o Banco Asiático de Desenvolvimento estima uma inflação de 4% no arquipélago filipino.
O país, fortemente dependente do petróleo do Golfo Pérsico, foi duramente atingido pelo bloqueio no Estreito de Ormuz como resultado da guerra EUA-Israel com o Irão.
No final de março, Marcos declarou estado de emergência energética devido a uma possível escassez de hidrocarbonetos, o que lhe dá maior margem de manobra para tomar medidas de conservação, como negociar compras diretas de petróleo e ordenar cortes de gastos. EFE















