na quinta-feira, Patrícia Bullrich voltou a dizer publicamente, o que poucos ousaram dizer em voz alta: a situação financeira Manuel Adorni Isto não é um erro, mas uma omissão éticae esta Justiça tem a última palavra. Quarenta e oito horas depois, Karina Milei apareceu no aniversário de Bullrich. O movimento não passou despercebido por aqueles que acompanhavam de perto a geometria do poder dentro Liberdade é progresso.
Sábado à noite, na esplanada do Barra Um – a metros do Congresso – Bullrich comemorou seu 70º aniversário com algum grupo 50 pessoas entre amigos da política e da vidaconforme confirmado Informações. O quarto era alugado apenas a estrangeiros e as despesas eram repartidas segundo o estilo romano. Era Sexta-Feira Santa: seu aniversário de verdade, com a família. Sábado é a noite deles. Em algum momento da noite eles chegaram Karina Milei e Pilar Ramírez. Esta não é uma visita protocolar. Na desgraça de Adorni, com o partido no poder em crise e os ataques da oposição voando no Congresso – com o Senado forçando antecipadamente a convocação e os deputados querendo iniciar a interpelação e a posterior ação crítica – o secretário-geral da Presidência escolheu esta posição. Falou por si.
Houve duas ocasiões para a celebração. Durante a tarde, entre 16h e 17h, Bullrich recebeu um grupo maior ligado à política. Mais tarde, à noite, a celebração foi reduzida a um círculo íntimo de 25 a 30 pessoas: estavam seu marido Guillermo Yanco, Juan Pablo Arenaza, Carlos Ruckauf, Federico Pinedo, Silvina Giudici, Ricardo Ferrer Picado, Lalo Creus, Ezequiel Daglio, Juan Acosta, presidente da ICONA, o chefe do Ministério da Defesa, María One Martín Matzkin, Carlos Manfroni, familiares e amigos próximos. Karina Milei ficou cerca de 40 minutos, dizem que ela é simpática e acessível a todos que a procuram, sempre com Pilar Ramírez, que dirige o La Libertad Avanza na cidade de Buenos Aires. Não houve discussão política. A conversa focou na Copa do Mundo e em questões sociais.
Atrás da porta do partido no poder, lia-se o ato: um sinal de que, apesar do caos, o vínculo entre Karina e Bullrich permanece intacto. Para os aliados que observavam com preocupação o nível de tensão interna, este era exatamente o comportamento que esperavam ver.

Enquanto a tempestade política abalava os escritórios da Casa Rosada, Javier Miley Ele escolheu o domingo para anunciar seu paradeiro. Se o Presidente não comentou diretamente a explicação financeira do seu Chefe de Gabinete, repetiu na sua conta de Instagram a mensagem do militante libertário que previa que o Presidente sairia mais forte no apoio a Adorni, tal como aconteceu – segundo o artigo – com outras ações contra ele. Em X ele fez o mesmo com uma coluna de um escritor libertário Leonardo Facco que enquadrou o caso sob o título “Adorni e a preservação do estoque“. A mensagem do presidente foi clara: não há como voltar atrás.

A estratégia de Milei reflete a do próprio Adorni. Desde o aumento do patrimônio de mais de US$ 500 mil em seu último juramento – verificado pelas atividades de bitcoin realizadas entre 2013 e 2018 e em ações que, em suas próprias palavras, não foram declaradas oficialmente – o Chefe da Casa Civil tentou estabelecer sua situação como um caso de fuga e não de propriedade. A frase “salvamos os negros como todos os argentinos” resumia essa estratégia e, talvez, tenha custado mais do que ele pensava.
Neste caso, o representante Lilia Lemoine —que responde Javier e Karina Milei se levantando— é a voz libertária que saiu publicamente para defendê-lo, tanto nas redes sociais quanto na televisão. Através da sua conta X, Ele descreveu Adorni como inocente e atribuiu essas denúncias ao movimento político de Marcela Paganoum representante que há mais de um ano é uma das vozes mais críticas do partido no poder no Congresso. A aparição de Lemoine não é por acaso: Milei é uma espada na mídia dedicada à luta que considera sua. Sua saída pública para defender Adorni é, nesse sentido, uma extensão do sinal que o presidente vem dando de sua rede.
Na quinta-feira, horas antes do aniversário de Bullrich, a mesa política reuniu-se na Casa Rosada num ambiente que ninguém disse ser calmo. Adorni liderou a reunião com Karina Milei, Santiago Caputo, Diego Santilli, Ignacio Devitt e Eduardo e Martín Menem. Luís Caputo esteve ausente. O que aconteceu naquela sala, segundo fontes Informaçõeshouve momentos tensos.
Nesta área, Adorni queixou-se a Bullrich que uma apresentação pública da sua situação prejudicaria o Governo.. A resposta do senador governista não foi conciliatória: apontou a diferença entre as regras que regem a gestão dos fundos privados e as obrigações morais impostas pelo exercício dos cargos públicos, e declarou que no Congresso o movimento da crítica pode florescer. Karina Milei interveio para proteger o homem em quem confiava. Santiago Caputo tentou diminuir a tensãoembora tenha admitido aos presentes que as suas próprias medições revelaram muitos danos: um nível de infiltração social que, de acordo com o trabalho de campo que realizou, não tinha precedentes na administração.

O diagnóstico que circulava em Bullrich era ainda pior. Observadores privados que acompanharam a conversa na rede gravaram-na 97% das citações à explicação de Adorni são negativas — um índice que, segundo a Infobae, não tem precedentes.. O paradoxo é que Adorni continuou convencido de que tinha feito a coisa certa e que o seu destino era partilhado por todos os argentinos. Mas há diferenças que o partido no poder não pode ignorar: Adorni era funcionário público. E ele disse publicamente que não tem nada a esconder. É um sentimento que – aqueles que falaram com ele neste fim de semana – Bullrich compartilhou.
Tanto quanto ele sabe Informaçõesem conversa privada foi sugerido que Adorni pedisse permissão pelo menos até que o promotor Gerardo Pollicita determinar o próximo passo na investigação O enriquecimento ilegal e o ambiente judicial ficarão mais claros. Proposta não recebida. Karina é atualmente a principal apoiadora política da Casa Civil e não há fissura em sua posição. “Não é Karina quem segura, não se confunda. Karina está cumprindo uma decisão do Presidente“, explicou uma das pessoas sentadas à mesa política ao Infobae.
O que tem fissura é o cenário parlamentar. No Senado a comparação com Caso Kueider: o senador Entre Ríos que estava prestes a ser suspenso e acabou demitido em poucas horas, quando ninguém queria pagar o dinheiro político para apoiá-lo no resultado da cascata. A analogia é preocupante para ele: se a pressão da oposição aumentar, apoiar Adorni na votação pode não ser possível para seus aliados. A destituição exige 37 votos no Senado – maioria absoluta – e o kirchnerismo já propôs um pedido de interpelação como passo preliminar.
A data de 2 de julho para a apresentação de Adorni perante a Assembleia Nacional foi o resultado da negociação de Bullrich de um bloco de discussão para organizar o tempo e reduzir a pressão. Um colega élder confirmou Informações mas a fixação da data facilitou muito a situação e permitiu agir mais rapidamente. APENAS Diego Santilli Ele passou a sexta-feira e o fim de semana negociando com os governadores e seus aliados para esclarecer a situação e reforçar o apoio, segundo este meio de comunicação. Os sinais deste lado foram, neste momento, mais tranquilizadores: os senadores e deputados que responderam ao governador prometeram não aderir ao ataque liderado pelo kirchnerismo, em particular.
Na quarta-feira, a Assembleia Nacional reúne-se e o caso Adorni estará no centro dos debatesou. No partido no poder prevalece a cautela que não chega para esconder a frustração: a estratégia é apoiar, chegar no dia 2 de julho e observar o desenvolvimento do setor judiciário. Agora a data funciona como uma válvula. Mas no Senado sabem que as válvulas, quando há pressão suficiente, também cedem.















