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Nova denúncia contra o Departamento Nacional de Orçamento pela existência de irregularidades nos recursos Ocad Paz

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A denúncia alega que a decisão técnica da OCAD Paz se baseia em pagamentos pessoais e não na legalidade do projeto – crédito imagem ilustrativa Infobae

O Departamento de Planejamento Nacional (DNP) continua no centro da tempestade após apresentar três novas denúncias ao órgão de fiscalização, que foi solicitado a investigar supostas irregularidades na gestão de projetos financeiros do Colegiado de Administração e Decisão Paz, conhecido como Ocad Paz.

Esses órgãos são responsáveis”a definição de projetos de investimento financeiro em recursos do Sistema Geral de Royalties (SGR)”, de acordo com a descrição oficial.

Entre suas responsabilidades estão a avaliação, previsão de viabilidade, aprovação e priorização do financiamento dos mencionados projetos, bem como a identificação das empresas que os realizarão.

Agora, as novas denúncias apontam para táticas que podem incluir obstrução administrativa, atrasos injustificados e possíveis exigências de pagamento durante o processamento de operações que visam municípios prioritários no conflito armado.

Em geral, na terceira convocatória, entre 2025 e 2026, que, segundo dados oficiais da Subdirecção Geral da SGR, o seu orçamento atingiu 6,6 mil milhões de pesos.

As acusações foram apresentadas na última semana do governo Petro, com o objetivo de analisar a utilização dos recursos destinados à paz na Colômbia, através da sua política de Paz Total.

De acordo com o documento entregue a Infobae Colômbia, Vários projetos enfrentaram repetidos reveses, falhas tecnológicas e obstáculos no processo antes de ganharem vida, o que poderia pressionar o prefeito, o governador e a equipe técnica encarregada de apresentar propostas de acesso aos recursos do Sistema Geral de Royalties.

Balões amarelos, azuis e vermelhos formando a palavra PAZ são erguidos, cercados por notas colombianas e fumaça, com um campo ao fundo.
Os denunciantes afirmaram que utilizaram o Peace para realizar as supostas irregularidades no projeto destinado ao território afetado pelo conflito armado Imagem ilustrativa Infobae

A denúncia menciona Diana Margarita López Riaño, vice-diretora de Gestão de Projetos do DN — área responsável pela verificação dos requisitos dos projetos — juntamente com outros funcionários, empreiteiros e intermediários que possam estar envolvidos. No entanto, a responsabilidade pela determinação da existência de violações, financeiras ou criminais, cabe ao sistema de supervisão.

Em seguida, algumas autoridades ou terceiros podem indicar a existência de “outros meios” para bloquear o procedimento, o que pode levar a pedidos de pagamentos ilegais ou benefícios económicos.

O gabinete dos Protetores de la Paz questionou a reabilitação e construção de vias urbanas em Ricaurte, no departamento de Nariño, com um orçamento de quase 5,1 mil milhões de pesos.

Segundo a entidade, o certificado DNP indicava o excesso no final de 2025. Depois disso, esses sinais desapareceram do documento, enquanto os revisores mudaram e emitiram parecer positivo.

Segundo o documento, os valores da subbase granular do grupo C e da mistura asfáltica MDC-19 ficarão 248% e 234% acima do preço de referência.

O mesmo conselho fiscal perguntou sobre o projeto habitacional para a comunidade étnica do município de Orito, Putumayo, cerca de 7,5 bilhões de pesos, e apontou a diferença entre o parecer técnico e a resposta oficial.

Além disso, a sociedade civil destacou que o projecto do sistema produtivo, também no Putumayo, nascerá com mais de 52% de financiamento devido a erros orçamentais.

Enquanto isso, pelo menos três órgãos de supervisão — Rede Cidadã para Controle de Royalties, Guardiões de Royalties e Supervisão para Transparência de Royalties — apresentaram queixas disciplinares junto à Procuradoria-Geral da República contra o mencionado López Riaño, diante da ideia de bloquear com a falência do setor, revisão ou atraso, para pressionar então o prefeito e o governador e oferecer uma solução informal em troca de dinheiro.

A denúncia alega crimes como extorsão e tráfico de influência e alerta para a existência de um “mercado ilegal”, onde as decisões técnicas dependem de pagamentos privados e não do cumprimento de requisitos legais.

Na crescente investigação, a primeira denúncia pública foi a da Superintendência Nacional da Verdade e Justiça, que afirmou haver irregularidades no projeto de 62,797 milhões de pesos para a cadeia do cacau e do coco no Pacífico.



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