O embaixador da Colômbia na Suécia, Guillermo Reyes, negou as acusações do presidente Gustavo Petro relativamente à alegada campanha de financiamento para difamar a primeira-dama, Verónica Alcocer, durante a sua estadia em Estocolmo, garantindo que as questões levantadas naquele país são o resultado do seu comportamento público e não das atividades organizadas pela embaixada.
O anúncio foi feito em entrevista ao Rádio Caracol, Em resposta à declaração da Petro em 16 de junho, quando garantiu que já sabia quem promoveu e financiou a campanha contra Alcocer e que essa informação deve ser levada ao Ministério Público.
Diante dessas acusações, Reyes defendeu o trabalho do representante diplomático colombiano na Suécia e negou que algum de seus funcionários tenha participado de uma estratégia para influenciar a imagem da primeira-dama.
Este diplomata lembrou que a agência é composta por apenas seis pessoas: três diplomatas e três funcionários administrativos. Por isso, pediu ao presidente que definisse quem será o responsável pela campanha.
Reyes também falou sobre o período que Verónica Alcocer passou em Estocolmo aprendendo inglês e garantiu que a própria primeira-dama se distanciou da embaixada antes de partir.

Segundo ela, Alcocer lhe disse que não queria ficar perto da missão diplomática durante o seu processo acadêmico.
“Olha, não chegue perto, mas se eu precisar de alguma coisa eu te aviso. “Vou aprender inglês e não quero entrar em contato com ninguém que possa afetar meu processo de aprendizagem de inglês”, disse Reyes sobre a conversa antes da viagem.
A agência disse que durante os quatro ou cinco meses de Alcocer na capital sueca quase não houve contato entre os dois. “Nunca nos conhecemos”, disse ele.
Acrescentou que a primeira-dama não visitou a residência do embaixador, alugou uma casa independente e realizou o seu trabalho fora do círculo diplomático colombiano.
Um dos momentos mais polêmicos da entrevista ocorreu quando Reyes rejeitou a versão da campanha financeira contra Alcocer.
“O presidente disse em seu discurso que tinha os nomes das pessoas da agência que pagaram pela difamação de Verónica. Ele não precisou pagar nada, mas foi o único que se desonrou”ele disse.

Mais tarde, ele enfatizou esse ponto, acrescentando: “Ele se desprezava pelo que fazia à tarde e à noite”.
Segundo Reyes, durante a estada da primeira-dama na Suécia, ela recebeu ligações de funcionários do Ministério das Relações Exteriores da Suécia, da polícia daquele país e da embaixada sueca em Bogotá perguntando sobre algumas situações relacionadas com Alcocer.
Este diplomata confirmou que esta preocupação foi causada pelo facto de a primeira-dama o ter visto em público e não pela campanha que organizou.
Durante a entrevista, Reyes falou sobre a vida social da primeira-dama em Estocolmo.
Quando um dos jornalistas destacou que Alcocer é uma menina que gosta de sair, socializar e fazer amigos, o embaixador respondeu: “A Suécia o ama.”
A declaração tornou-se uma das frases mais comentadas da entrevista e foi acompanhada por outras referências às atividades sociais da primeira-dama durante a sua estadia na Suécia.
Quando questionado sobre o comportamento que poderia atrair a atenção das autoridades e cidadãos suecos, Reyes disse que não era Alcocer quem bebia álcool, mas sim a forma como o fazia em locais públicos, segundo ele.
“Não há dúvida de que ele está bebendo. O problema é a quantidade de vezes que ele fez isso, os gritos que deu, o barulho que fez e as pessoas dizendo: ‘Esta é a esposa do presidente da Colômbia’”, disse ele.
Ele até comparou a situação ao comportamento esperado do embaixador.
“Se vou a um bar como embaixador, começo a beber descontroladamente e fico bêbado, claro que quando você termina de beber você fica muito feliz, começa a falar rudemente, começa a fazer cena e as pessoas ficam bravas”, disse ele.
No entanto, explicou que não houve qualquer queixa oficial por parte das autoridades suecas.
“Não, não é uma reclamação oficial, eles apenas me informaram o que aconteceu”, disse ele.















