Carmen Barbieri participou de um encontro inesperado com a artista de rua Cecilia Encina, que a acompanhou cantando no centro de Buenos Aires e, posteriormente, a própria Cecília contou que foi convidada para a série de televisão (Instagram).
A Rua Corrientes tem o hábito de trazer encontros que ninguém pretende. Carmem Barbieri Caminhando pelo centro de Buenos Aires, conheceu Cecilia Encina, artista de rua que cantou “Honor Life”.o clássico de Eladia Blazquez. O motorista não hesitou em parar nem por um segundo, e esse momento não ficou apenas registrado nas câmeras, mas também nos corações de seus seguidores.
Naquele momento, Carmen viu a mulher a poucos metros de um restaurante, enquanto o violão estava em sua mão. Lá, depois de ouvi-lo por alguns segundos, ele se aproximou dele e disse: “Muito legal! Eu tenho o microfone aqui“Imediatamente o apresentador juntou-se à música e as duas vozes cantaram juntas: “Há tão pouca vaidade em nossos humanos estúpidos e cegos. Olhe para a vida e aceite as repetidas injustiças. Isto é caráter, dignidade e esta é a atitude definidora do ser. Isto é permanente e transitório não nos dá o direito de nos orgulharmos, porque não é o mesmo que viver e respeitar a vida.”
Ao final do assunto, a mulher não conseguiu conter as emoções. “Graças a Deus. Ah, estou morto” ele disse. Barbieri o cumprimentou com uma única palavra: ““Isso é lindo”. E a conversa acalorada começou como uma reunião. Encina disse que seu nome completo é Cecilia del Carmen. “Del Carmem?” Barbieri comentou surpreso. E um momento depois o motorista acrescentou outra coincidência: “Minha tia nasceu na época da música e seu nome era Cecília.“. A cantora não demorou a tirar uma conclusão entre risadas: “Muitas coincidências. Nós nos unimos, assim como eu“.
Barbieri também explicou por que parou. “Eu estava caminhando pela rua Corrientes. Eu vi você e parei aqui, como não parar aqui com os artistas de rua que são os mais importantes?” ele disse. Quase como se de passagem ele acrescentasse: “Todos na minha família são músicos.”
Encina pegou novamente o violão e ofereceu outra música: “Las Simples Cosas”o Mercedes Sosa. Com a voz lenta e o violão como único tocador, ele executou cada verso em uma entrega que interrompeu o transeunte. “A pessoa dá um adeus invisível às pequenas coisas. Como uma árvore que perde as folhas no outono. No final, a tristeza é a morte das coisas simples. Das coisas simples que ficam doendo no coração”, cantou, antes de concluir: “Por isso, menino, não deixe esse momento para sonhar com a volta, porque o amor é simples e as coisas simples levam tempo.”
O artista compartilhou o vídeo do encontro em sua rede e, horas depois, reapareceu diante das câmeras da rua Corrientes para contar aos seus seguidores o que fez esse momento acontecer. “A verdade é que não consigo acreditar, ainda não consigo deixar de agradecer. “ele disse, visivelmente satisfeito. “Fui convidado para o programa da Carmen na segunda-feira às 13h30que sai do Canal Nueve, uma e meia da tarde. Espero que nos vejamos todos lá”, disse. Antes de começar a cantar sua coreografia vespertina, acrescentou: “Faço isso há 18 anos e hoje é um começo especial porque me deram boas notícias.“.

O vídeo dos dois irmãos e o agradecimento do artista de rua causaram muitas reações. “Ela tem um grande talento”, “Eles têm um grupo lindo”, “Obrigado à Carmencita por nos fazer ouvir essa senhora com um canto doce”, “Momento incrível”, “Espero que você a conheça e possa se apresentar”, “A vida é o melhor palco” e “O grande gesto da Carmen” são algumas das frases que se destacaram nas mensagens recebidas no livro.
A cena durou apenas alguns minutos, mas deixou marcas. Um artista que há quase vinte anos joga nas ruas de Buenos Aires e um motorista que não precisa de ninguém para convencê-lo a parar. A Rua Corrientes, fiel à sua história, é mais uma vez palco de acontecimentos inesperados que não estavam na programação.















