Madrid, 2 de julho (EFE) .- O Partido Popular apelou quinta-feira à demissão do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, da diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, e do DAO do órgão, Manuel Llamas, depois de os dois últimos terem sido acusados.
Através de uma declaração em vídeo, o secretário adjunto de Reforma Institucional do PP, Cuca Gamarra, anunciou que González se tornou o “Pedro Sánchez de Roldán”, “com a proteção do Ministro do Interior”.
Aqueles que “deveriam processar crimes”, disse ele, são acusados de o fazer, e é “tão grave” que são obrigados a sair sem demora.
O juiz do Tribunal Nacional Santiago Pedraz acusou González e Llamas e devem comparecer no dia 16 de julho por supostos crimes e obstrução da justiça em relação ao movimento da ex-ativista socialista Leire Díez para investigar a UCO sobre a possibilidade de vazamentos em casos que afetam o Governo e para todos os envolvidos na pressão.
Segundo Gamarra, González e Llamas não podem continuar liderando importantes instituições do Estado.
O ex-secretário-geral do PP disse ainda que a responsabilidade política não termina aí, razão pela qual Marlaska se demitiu, porque “conheceu a relação da alegada organização criminosa com o diretor-geral da Guarda Nacional” e tudo o que fez foi “mentir, encobri-lo e apoiá-lo”.
Nenhum dos três pode continuar a liderar a Guarda Nacional por um minuto, que é um sistema que “merece respeito” e não um governo que está “contaminado pela corrupção”, disse ele. EFE
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