Manama, 22 abr (EFE).- O Parlamento do Bahrein propõe um boicote aos produtos iranianos e as autoridades cortam relações políticas, económicas e desportivas com a República Islâmica do Irão, em resposta ao ataque ao Bahrein e ao reino do Golfo Pérsico, disseram quarta-feira fontes locais.
“Ainda há produtos iranianos no mercado vindos de todo o Dubai e pedimos ao governo que os retire do mercado”, disse ontem o deputado Mohammed Jassim Al Alaiwi, ao apresentar a decisão sobre a eleição e posterior aprovação, de acordo com a reportagem da mídia do Bahrein hoje.
“Esperamos que este apelo ao boicote não seja aceite apenas pelo Bahrein, mas também por outros países do Golfo”, acrescentou o parlamentar, que explicou que esta medida é uma vingança pelos danos causados pelo Irão à economia dos estados da região.
Da mesma forma, partilhou o seu receio de que a maior parte destes produtos, que são alimentos, possam estar contaminados.
Os alimentos e produtos iranianos são populares no Bahrein e em muitos países do Golfo, onde existem lojas especializadas que os oferecem juntamente com produtos sauditas e turcos.
A popularidade destes produtos aumentou significativamente nos últimos anos, especialmente desde a guerra em Gaza, onde os produtores regionais foram favorecidos por muitos países com ligações a Israel.
O Bahrein não restaurou relações diplomáticas com o Irão, ao contrário do resto dos países do Golfo nos últimos anos, e a maior parte das relações entre os dois países são indiretas, através de outros países vizinhos.
A decisão da Assembleia Nacional (Assembleia do Parlamento) ainda deve ser aprovada pela Assembleia Nacional (Shura).
Se a proposta for aprovada pela Shura, a câmara nomeada pelo rei, ela é submetida ao rei para aprovação e promulgação em lei.
A reunião aprovou também várias propostas de um pacote de ajuda económica para apoiar os consumidores e a economia, depois da guerra que agravou a já conturbada economia da ilha. EFE















