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Pela primeira vez estudam as ferramentas do Carriazo Bronze, elemento principal dos Tartessos

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Sevilha, 4 de julho (EFE).- Uma equipe de pesquisa internacional, que inclui vários cientistas andaluzes, realizou o Bronze de Carriazo analisando-o por fluorescência de raios X com um dispositivo portátil especial para estudar pela primeira vez o material deste artefato tartessiano.

A aplicação desta técnica de análise não invasiva permite identificar os elementos que compõem esta preciosa peça, um dos símbolos mais famosos do património peninsular tartessiano, sem a provar ou alterar, afirmou o Ministério da Cultura.

Liderado pela Universidade de Gotemburgo (Suécia), com a colaboração das universidades de Durham (Reino Unido) e de Sevilha, o objetivo deste projeto de investigação é estudar o fluxo de metais durante a Idade do Bronze, especialmente entre as zonas produtoras de metais da Península Ibérica e os consumidores estabelecidos na costa atlântica.

Atualmente, a investigação, que se aplica a outros elementos do Museu Arqueológico de Sevilha e a outras coleções arqueológicas, continua e deverá produzir os primeiros resultados nos próximos meses.

Esta é a primeira vez que estas características são investigadas cientificamente através de “técnicas científicas de alto nível que nos permitem determinar a sua estrutura de forma não invasiva e avançar no estudo da sua história”, afirmou a ministra da Cultura e Desportos, Patricia del Pozo.

A utilização desta técnica de arqueometria espectroscópica permite aos pesquisadores identificar os elementos presentes no metal e obter dados importantes sobre a fabricação, preservação e história deste artefato tartessiano.

Montado como uma peça única, o Bronze Carriazo, datado entre 700-610 a.C., foi identificado pelos arqueólogos como um cavalo em miniatura que representa um capacete feminino – a deusa Artaste – entre dois pássaros.

A amostra foi retirada do edifício do Centro Logístico do Património Andaluz no âmbito do projecto de investigação ‘Encontros Marítimos’, liderado pela Universidade de Gotemburgo (Suécia), em colaboração com as universidades de Durham (Reino Unido) e Sevilha.

Faz parte de 4 projetos, liderados pela professora Marta Díaz Guardamino, da Universidade de Durham, com a colaboração dos doutores Juan Latorre – Ruiz (Universidade de Durham), Marcos A. Hunt Ortiz (Universidade de Sevilha) e Álvaro Gómez Peña (Universidade de Sevilha).

O estudo centra-se nas ligações marítimas que surgiram durante a Idade do Bronze entre as zonas produtoras de metais da Península Ibérica e os consumidores ao longo da costa atlântica.

Através da análise de isótopos de chumbo de artefactos metálicos de diferentes regiões da Península Ibérica (como o Bronze de Carriazo), o projeto estuda o fluxo de metais ao nível da península, especialmente entre a área de produção interna e a área de consumo (e possivelmente intermediária) da Fachada Atlântica. EFE

fcs/pst/ess



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