O presidente Gustavo Petro discutiu publicamente a decisão do criador de conteúdo Westcol de não comparecer à transmissão em território natal planejada por Aída Quilcué, vice-presidente da fórmula de Iván Cepeda. O presidente enfatizou a importância de respeitar as raízes e a cultura indígena, alertando que “as árvores sem raízes caem”.
Pela rede social, Gustavo Petro expressou que a recusa ao convite do líder indígena mostra um desrespeito pela origem do povo colombiano. O presidente enfatizou que as pessoas fortes têm raízes e se respeitam, e descreveu este conceito como o totem central da existência.
Petro escreveu em sua mensagem: “Não aceitar o convite das mulheres indígenas para seu território é ignorar as raízes do povo colombiano. Uma árvore sem raízes cai e suas folhas são levadas pelo vento. Pessoas fortes têm raízes e se respeitam.

Luis Fernando Villa, conhecido como Westcol, explicou sua posição por meio de mensagem no X. O streamer gostou da oportunidade, mas anunciou que, devido à proximidade do segundo turno da presidência, sua comunidade virtual lhe pediu para organizar debates políticos e ouvir propostas específicas. Conforme mencionado, esse processo exige transparência e foco nos interesses do público jovem.
Em sua declaração pública, Westcol indicou que gostaria de conhecer a cultura e a origem da comunidade indígena no futuro, enquanto o convite for válido.
Em sua resposta, escreveu: “Muito obrigado pelo convite, dona Aída, sinto-me muito honrado com a oportunidade. Porém, agora no segundo turno, minha comunidade me pede mais do que conhecer os candidatos, realizar debates e ouvir propostas específicas. Por isso trabalho para organizar o debate certo para o presidente/vice-presidente ou jovens ligados a cada pensamento. Queremos ser o mais transparentes possível para o país nesta fase e especialmente para os jovens. Parabéns e obrigado novamente.”
E ele também disse: “Eu também gostaria de aprender sobre sua cultura e raízes no futuro, se você me permitir.”.
Esta resposta foi interpretada como uma negação temporária e foi divulgada por vários meios de comunicação, como a Semana.

O convite foi administrado por Aída Quilcué, candidata a vice-presidente da Convenção Histórica, que informou que a proposta foi apresentada em consulta com especialistas espirituais de sua comunidade. A decisão não cabia apenas a ele, disse Quilcué, porque era um território sagrado.
Quilcué observou em sua mensagem: “Recebi sua mensagem e reservei o tempo necessário para consultar especialistas espirituais em minha comunidade. Por se tratar de um território sagrado, não é uma decisão que me convém apenas; “Uma decisão conjunta que deve ser tomada com respeito, responsabilidade e harmonia”..
Após a aprovação, comunicou publicamente que a Westcol foi bem recebida e que o objetivo era compartilhar a visão de mundo com mais colombianos.

A rejeição de Westcol provocou reações nos mundos político e digital. Controvérsias anteriores, como as denúncias do deputado Santiago Osorio a respeito da entrevista de Westcol com Abelardo De la Espriella, contribuíram para esta situação.
Alguns usuários sugeriram que o stream com Cepeda fosse cancelado devido a esses comentários, o que fez Westcol explicar que o stream com Cepeda foi um dos primeiros a ser acertado, mas não aconteceu por circunstâncias externas.
O streamer explicou: “Irmãos, desde o começo eu administrei um rio com o Cepeda depois de fazer o Petro, foi a primeira enchente que fechei, cancelei, tinha dois rios na beira antes de fazer o Uribe e o Abelardo”.
Afirmou ainda que sua intenção era manter uma posição equilibrada no debate para evitar a percepção de preconceito.
El Colombiano informou que a decisão da Westcol atendeu às demandas de seu público, que pediu espaço para tratar de propostas e evitar a percepção de adaptação pessoal em qualquer área.

Ao mesmo tempo, Abelardo De la Espriella, líder do Defensor da Pátria, participou de uma transmissão organizada pela Westcol. O segmento Kick, que durou mais de duas horas e meia, atingiu 1,4 milhões de telespectadores, segundo números confirmados pelo RCN Noticias. O caso mostrou o impacto dos criadores de conteúdo na campanha presidencial e nas mudanças nos canais de discussão política na Colômbia.















