Londres, 13 jun (EFE) – Um agente da polícia britânica da região de Derbyshire (centro de Inglaterra) foi suspenso depois de se ter descoberto que fabricou provas incriminatórias utilizando inteligência artificial (IA) “em alguns casos”, segundo o seu departamento.
A acusação contactou o tribunal e vários advogados de defesa que se acredita estarem envolvidos nesta ‘contaminação’ de provas, segundo o jornal The Times.
A polícia de Inglaterra e do País de Gales introduziu recentemente uma ferramenta de inteligência artificial chamada PoliceAI para ajudar os agentes a escrever relatórios – que devem depois ser aprovados por humanos – e evitar, por exemplo, as tarefas mais tediosas, como observar horas e horas de câmaras de videovigilância enquanto investigam incidentes.
No entanto, o chefe deste grupo, Alex Murray, admitiu na semana passada que viu em muitos casos o uso indevido de IA na preparação de documentos que são transmitidos ao sistema de justiça, e exigiu que os funcionários evitassem o uso de IA nestes casos.
No ano passado houve outra polêmica sobre o mesmo assunto, quando a polícia de Birmingham baniu o grupo de torcedores Tel Aviv Maccabi após a AI (em resposta a perguntas da polícia) um distúrbio entre os torcedores e os do Aston Vila em Birmingham. EFE















