A recente entrada do Colégio Refous no processo de organização do negócio pela Lei 1.116 continua suscitando dúvidas. Desde 23 de fevereiro de 2026, a presidência da empresa autorizou a instauração de procedimentos que buscam recuperar seu dinheiro e proteger os credores, em meio a reclamações sobre divergências contábeis e financeiras.
A imagem da escola tem sido posta em causa por novas reclamações de credores que alertam para atividades ilegais, dívidas de milhões de dólares e ações pouco claras..
A situação financeira do Colégio Refous começou a deteriorar-se a partir de 2025, quando a instituição acumulou obrigações diferidas por mais de 90 dias, atingindo 29.897 milhões de pesos, o equivalente a 90% da sua dívida.
As dificuldades não acontecem por acaso. O relatório mostra que entre os anos de 2022 e 2025, uma casa familiar concedeu empréstimos de mais de 18,9 mil milhões de pesos devido a informações financeiras que, segundo a denúncia, não refletiam a verdadeira situação contabilística da empresa.

Uma das irregularidades mais relevantes constatadas pelos credores foi registada após o falecimento do anterior gestor, em junho de 2025. Desde então, surgiram obrigações de 4.730 milhões de pesos, sustentadas por sete encargos que não foram encontrados nos registros contábeis oficiais.. O aparecimento destes documentos suscitou preocupações, uma vez que a sua existência não tinha sido divulgada no início da terça-feira, levantando dúvidas sobre o paradeiro dos recursos e a integridade das contas institucionais.
Outro aspecto importante do processo é a revisão da declaração de imóvel. O laudo pericial evidenciou supostas superestimações nos setores de ativo imobilizado. Entre os anos de 2024 e 2025, registou-se um aumento do valor destes activos em mais de 18,2 mil milhões de pesos, sem justificação baseada na aquisição, investimento ou melhoria de infra-estruturas..
Houve também divergência de opinião nas informações habitacionais. Residência em Chía e registrada por 6.000 milhões de pesos, embora seu valor comercial seja de apenas 1.337 milhões de pesos.
A isto soma-se a anomalia na localização oficial registada: o documento apresentado às Supersociedades coloca o imóvel no concelho de Cota, na verdade corresponde ao terreno de Chía. Essa discrepância foi levantada na denúncia como uma possível forma de alterar o cadastro patrimonial e alterar a percepção de solvência financeira.

Os estudos contábeis forneceram um novo elemento ao debate. Foram constatados empréstimos no valor de 1,646 milhão de pesos concedidos a pessoas ligadas à instituição, entre elas a família de Jeangros e Alex Marina Silva Moreno, auditor fiscal da escola.
Na atividade auditada, soube-se que houve uma transferência de 2.971 milhões de pesos para a empresa Windstarke SAS, supostamente vinculada ao representante legal falecido e responsável pela execução das obras civis na instituição.. Os credores pediram para investigar as razões destas transferências e determinar se estão em conformidade com acordos legais ou se fazem parte de um esquema de branqueamento de capitais.

A ação judicial avança para impor medidas preventivas sobre os bens e determinados direitos da Escola Refous, buscando proteger os interesses dos credores durante a investigação.
Durante uma sessão judicial, os herdeiros desta instituição denominada família Jeangros manifestaram o seu descontentamento e surpresa pela celeridade do processo e pela decisão do demandante de esgotar todas as vias legais. A análise das demonstrações financeiras mostra um aumento impressionante no rendimento da escola: de 17.806 milhões de pesos em 2021 para 28.278 milhões de pesos em 2025..















