De forma sutil, a julgar pela sua última mensagem na rede social, o comentário, publicado na quinta-feira, 25 de junho, alimentou ainda mais a polêmica nos setores progressistas.
Na sua mensagem, o ex-embaixador e ex-candidato presidencial, que após fracasso no primeiro turno, em 31 de maio, ingressou no Cepeda.disse que “a campanha fechada e sectária é derrotada porque se fecham e não conversam com o resto da Colômbia”. Desta forma criticou abertamente o Congresso e a sua estratégia e expôs o que acreditava ser a causa dos maus resultados.
Instrução de bloqueio Surgiu de um segmento investigativo aprofundado do analista acadêmico e político Richard Tamayoque fez uma análise detalhada da competição eleitoral. No seu diagnóstico, apresentou uma visão clara do porquê a esquerda não conseguiu aproveitar as “eleições mais vitoriosas da história recente”, juntando-se a Barreras, que contribuiu para a causa deste equilíbrio.

Segundo o ex-diplomata colombiano no Reino Unido, “perder a guerra cultural é uma das razões mais óbvias”Na derrota e insistindo que a falta de abertura e generosidade do povo destruiu a campanha desde o seu início.
Na análise repetida pelo ex-candidato Barreras, Tamayo confirmou que o restante colombiano não “não consigo analisar seu comportamento adequadamente”o que causou dificuldades na estratégia política e na comunicação. Nesse sentido, destacou que este comportamento dominante significa “uma atitude arrogante para com quem não o aceita”, o que tem limitado o diálogo e afectado a capacidade do Governo Petro para o gerir.
De acordo com seu diagnóstico, a esquerda controlava “certas divisões ideais” e não para “todos” como prometeu, o que causou frustração em setores como a classe média e as comunidades rurais. Confirmou também que a esquerda não compreende a diferença de aspirações da sociedade e levanta a questão de como humilhar quem quer, por exemplo, continuar a estudar no estrangeiro.

“Desde quando se tornou suspeito e irritante para homens jovens, inter-raciais, religiosos e heterossexuais contrair dívidas para estudar administração de empresas numa universidade estrangeira?”, questionou o analista, que confirmou que, enquanto a direita transmitia uma mensagem de apoio – “o seu sonho é certo e nós vamos ajudá-lo a alcançá-lo” – a esquerda manteve-se afastada e criticou aqueles cujos ideais não eram os mesmos.
A investigação foi proeminente a importância do desejo como motor político hoje. Tamayo declarou que “a esquerda perdeu a capacidade de empatia e de seguir porque não entende que o problema revolucionário mais importante do mundo é o AMOR” e sustentou como, pelo contrário, forças como o fascismo, o sionismo e o evangelismo souberam “gerir e produzir” este conceito na população.
Em suma, para os analistas, a campanha de Cepeda é “uma campanha cara para o Senado”, porque parece não estar em contacto com as reais motivações dos eleitores. Apesar do questionamento, o ex-candidato assumiu a responsabilidade pelo desfecho da campanha; Sim, ele trouxe de volta “Qualquer pessoa que tenha reclamações sobre a forma como a campanha foi conduzida pode encaminhá-las para mim, sou o único responsável por quaisquer erros”.

E em resposta às acusações, numa mensagem no X, explicou que desde o início não estava pronto para comprometer a política de “comunicação sem sentido, tráfico de imagens e demagogia barata”e enfatizou que para ele os votos e a forma de obtê-los são importantes. Ele também acusou a existência de más traduções, como disse, para enfraquecer a afirmação.
“É como se os 12,7 milhões de homens e mulheres colombianos fossem uma pequena parte do país”, disse o parlamentar, que sublinhou que a esquerda continuará a ser uma força “consciente, organizada e activa”, rejeitando a ideia de que os resultados eleitorais se deveram a erros de campanha. Algo com que nem Barreras nem Tamayo concordariam, que veriam este retrocesso como um fracasso estrutural.















