Madrid, 17 de junho (EFE).- A Galeria das Coleções Reais apresentou esta quarta-feira a terceira edição de ‘Alterações’, uma exposição fotográfica que apresenta a revisão da biblioteca real através da arte contemporânea.
Desta vez as ‘Alterações III. Histórias, histórias e novas narrativas’ é composta por quatro propostas gráficas contemporâneas de Bleda y Rosa, José Manuel Ballester, Teo Barba e Andrés Pachón.
Espalhadas pela Galeria e ligadas às obras históricas, as imagens contemporâneas dão uma “nova voz” às obras históricas, criando uma nova história”, explicou o diretor das Coleções Reais, Víctor Cageao, na apresentação.
A exposição pode ser visitada até 13 de setembro, data em que se comemora o 3º aniversário da Galeria.
“Cada edição de ‘Alterações’ mostra que as Coleções Reais não são um museu fechado, mas um ponto de partida para artistas contemporâneos colocarem novas questões sobre a nossa história e as nossas perspectivas”, disse Cageão.
Por isso, na companhia austríaca, os fotógrafos Bleda e Tosa apresentam ‘Puente de Fierro. Villalar de los Comuneros, primavera de 1521’, obra da série ‘Campos de Batalha’, que os levou a explorar um local onde travaram uma grande batalha e um local hoje desconhecido.
O que em 1521 foi o campo de batalha onde o exército do rei Carlos I derrotou o exército da Comuna e marcou o fim da rebelião castelhana, é hoje um grande jardim nos arredores da cidade de Valladolid.
Mais adiante, no mesmo piso, o fotógrafo José Manuel Ballester apresenta ‘O Jardim Desabitado’, que retira com figuras o mundo imaginário de Hieronymus Hieronymus em ‘O Jardim das Delícias Terrenas’ e revela um jardim suspenso e tranquilo onde emergem a geometria e a essência da criação original.
No piso dos Borbones pode-se ver um mosaico de imagens do Palácio Real da Granja de San Ildefonso no inverno, com um ar de irrealidade que confere aos jardins e fontes o ocre das flores que mudam as folhas e o envidraçamento das estátuas para protegê-las da geada e da neve.
São obra do artista Teo Barba na série ‘Real. Sobre sites governamentais e sites governamentais’.
A exposição é completada pela obra ‘Tropologias’ de Andrés Pachón, que intervém nas imagens guardadas no Museu Antropológico para revelar o engano da sua naturalidade.
Portanto, Barba parte de imagens antropológicas e etnográficas do século XIX para revelar que não estavam num lugar estranho, mas diante de um grupo criado no ateliê madrilenho de Fernando Debas em 1887. EFE















