Berlim, 20 jun (EFE).- O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, criticou que o conflito com a Ucrânia favorece o líder russo, Vladimir Putin, depois de o presidente da Polónia, Karol Nawrocki, ter retirado a mais alta distinção do seu país, a Ordem da Águia Branca, ao seu homólogo de Kiev, Volodymyr Zelensky.
“O conflito entre a Polónia e a Ucrânia agrada Putin e ofende os nossos aliados. O papel dos presidentes Zelensky e Nawrocki é acalmar o clima, não inflamar as tensões”, escreveu ele no X na noite de sexta-feira.
“A primeira linha é fugir para outro lugar”, disse Tusk, que esteve envolvido na reconciliação do conflito sobre o nome dado às unidades militares ucranianas, embora os esforços de mediação tenham sido até agora infrutíferos.
Num vídeo divulgado na sexta-feira, Nawrocki explicou a sua decisão de revogar a ordem de Zelensky como um “aviso” porque existem “limites” que não podem ser evitados nas relações entre a Polónia e a Ucrânia e a primeira deve proteger os seus interesses nacionais.
Num discurso, o presidente conservador descreveu a decisão da Ucrânia de nomear uma milícia nacionalista da época da Segunda Guerra Mundial responsável pelo massacre de polacos como unidade militar como “chocante, incompreensível e profundamente decepcionante”.
Ele disse que a Polónia está pronta para continuar a cooperação com a Ucrânia, mas “protegerá a memória dos seus cidadãos e a dignidade dos símbolos do Estado”.
As ações de Zelensky provocaram indignação na Polónia, onde foi criticado, entre outros, pelo prémio Nobel da Paz Lech Walesa e pelo proeminente líder da oposição Przemysław Czarnek, que acusou na segunda-feira o presidente ucraniano de “cuspir nos sentimentos dos polacos”, apesar do facto de que se o país não ajudasse a Ucrânia, “ele o faria”. EFE















