Roma, 21 de maio (EFE).- Um terremoto de magnitude 4,4 abalou a província de Nápoles, na área do ‘Campo Flégreo’ (sul da Itália), onde existe uma grande caldeira vulcânica, e também foi sentido fortemente no centro da cidade, o que voltou a causar preocupação entre os moradores por não haver danos.
O sismo, cujo epicentro foi no mar, a uma profundidade de três quilómetros, ocorreu às 05h50 (04h50 GMT) e foi seguido por quatro réplicas de menor dimensão, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV).
O terremoto foi realmente sentido entre os moradores de Bacoli e Pozzuoli, onde as escolas foram fechadas por precaução, mas também em muitas áreas de Nápoles, como Pianura, Vomero, Fuorigrotta ou mesmo no centro histórico. O terremoto foi um dos mais poderosos da história dos Campos Flégreos, embora tenha sido menos poderoso que o terremoto de 30 de junho de 2025, que atingiu uma magnitude de 4,6.
Alguns trens regionais e a linha 2 do metrô também foram suspensos para a realização das verificações estáticas necessárias.
Na visão de Maurizio Valenzi em Bacoli, parte do arco desabou e equipamentos caíram na fachada de um prédio particular, explicou o prefeito Josi Gerardo Della Ragione.
“Mobilizamos o Centro de Atendimento Municipal, notificamos todos os técnicos para realizarem inspeções na província e estamos preparando a suspensão das atividades letivas para permitir as inspeções necessárias nos edifícios escolares”, disse o prefeito de Pozzuoli, Gigi Manzoni.
Enquanto isso, o prefeito de Quarto, Antonio Sabino, determinou o início imediato das fiscalizações em todas as escolas e prédios públicos da cidade.
Esta área, com meio milhão de pessoas, é uma zona sísmica elevada: o Golfo de Nápoles fica entre o grande vulcão Vesúvio e o ‘Campo Flégreo’, uma caldeira com cerca de vinte crateras, muitas delas debaixo do mar, chamada (terreno ardente) pelos antigos gregos.
Este acontecimento insere-se na crise bradissísmica que se desenvolve desde 2005: o contínuo soerguimento dos terrenos provoca tensões nas rochas, provocando sismos, que a população já vivencia há muito tempo.
Só em abril, segundo as últimas informações do Observatório do Vesúvio, foram registados 315 sismos nos Campos Flégreos e desde o início de abril os sensores registaram uma subida média mensal de cerca de 15 milímetros, enquanto desde janeiro de 2016 os terrenos ali, no município, como Pozzuoli8, como Pozzuoli8. EFE















