Cidade do Panamá, 21 de julho (EFE) .- O regulador do setor público do Panamá ordenou esta terça-feira que três distribuidoras de eletricidade, a ENSA e duas da empresa espanhola Naturgy, implementem um plano de “conformidade obrigatória” para corrigir deficiências de serviço e fortalecer o atendimento ao cliente, em meio a reclamações de ineficiência.
“Acompanhamos constantemente os casos relatados pelos cidadãos através de diferentes plataformas. Exigimos uma solução rápida para os desentendimentos que continuam a afectar os consumidores e utilizadores dos serviços eléctricos”, disse o administrador geral da Autoridade Nacional de Serviços Públicos (ASEP), Zelmar Rodríguez Crespo.
No Panamá existem três distribuidores: Elektra Noreste (ENSA), de propriedade da colombiana Empresas Públicas de Medellín (EPM); a Companhia de Distribuição Elétrica Metro Oeste (Edemet) e a Companhia de Distribuição Elétrica Chiriquí (Edechi), as duas últimas da Naturgy.
Todas elas operam em regime de sociedade mista, que detém pelo menos 48% do Estado.
O serviço público exigiu que as três distribuidoras, após reunião com os seus dirigentes, tomassem medidas “para reduzir as oscilações de tensão, agilizar a reparação da iluminação pública e ajustar o ciclo de leitura dos contadores para além do período estabelecido pela regulamentação em vigor, entre outras notas”, segundo a notícia oficial.
O plano, destaca o comunicado, inclui medidas para fazer face a reclamações “relacionadas com elevados consumos de energia, falta de notificação prévia de substituição de contadores, atrasos na resposta a medidas desenvolvidas por agências governamentais, longos tempos de espera em agências comerciais e gestão de reclamações por danos em equipamentos eléctricos”.
A medida surgiu após um forte descontentamento social com cortes de energia e altas taxas de mortalidade, agravado por um aumento no consumo de mais de 300 kWh após o fim dos subsídios estatais. Além disso, as três distribuidoras estão sujeitas a multas de até US$ 68 milhões por falhas de serviço, falhas de serviço entre 2019 e 2024.
O Governo do Panamá informou em 16 de junho a aprovação de um projeto de lei para melhorar os serviços de eletricidade, fortalecendo os direitos dos usuários, agilizando as reclamações, garantindo que a compensação seja benéfica para os consumidores e promovendo a concorrência antes do contrato de 2028.
Além disso, poucos dias antes, o escritório de defesa do consumidor do Panamá propôs ao reitor do setor elétrico a abertura do mercado para que os usuários domésticos pudessem escolher de qual distribuidora comprar energia. EFE















